Ambulantes da orla carioca seguem mobilizados por direito ao trabalho

Dúvidas e itens proibidos seguem complicando comércio nas areias segundo Informais que participaram de evento na Câmara hoje

Apesar da recente flexibilização de pontos do decreto que regulamenta o ordenamento das orlas do Rio de Janeiro, os ambulantes continuam à margem das decisões adotadas pela prefeitura.

Eles alegam que permanecem proibidas práticas tradicionais como a venda de churrasquinho, queijo coalho, camarão e milho, bem como o uso de churrasqueiras, fogareiros e botijões de gás — instrumentos fundamentais para o sustento de pessoas que trabalhavam nas praias da cidade e foram pegas de surpresa com o novo regramento.

Frente a essa exclusão, os movimentos de camelôs vêm fortalecendo a mobilização por meio da atuação conjunta com o vereador Leonel de Esquerda (PT-RJ), à frente da Comissão Especial de Trabalho Informal da Câmara do Rio.

Após pressão da categoria, o presidente da Casa Legislativa, vereador Carlo Caiado (PSD-RJ), comprometeu-se a receber as propostas dos ambulantes para que sejam consideradas na construção do Estatuto das Orlas, de autoria do vereador Flávio Valle (PSD).

Leonel coordena atualmente um grupo de trabalho que reúne representantes do Movimento Unido dos Camelôs (MUCA), do Sindicato dos Trabalhadores Informais (SindInformal) e do coletivo Elas Por Elas.

A proposta consolidada foi entregue formalmente à presidência da Câmara na última segunda-feira. Posteriormente, em data a ser definida, está prevista uma reunião com o secretário municipal de Ordem Pública, Brenno Carnevale, para o detalhamento técnico das reivindicações.

Na última sexta-feira (6), a Câmara promoveu uma audiência pública com o tema “A Orla Carioca é Cultura Popular”, organizada pela vereadora Monica Benicio (PSOL-RJ). O encontro contou com a presença dos deputados federais Reimont (PT-RJ) e Tarcísio Motta (PSOL-RJ), além de trabalhadores e organizações populares. Durante o evento, Leonel reforçou a defesa do direito ao trabalho dos camelôs.

“É cultural a venda de churrasquinho, milho e queijo na praia. A prefeitura tem uma lógica liberal e acha que o camelô atrapalha a vida da cidade. Ao recuar do decreto, chama para conversar o quiosqueiro e o barraqueiro, mas deixa de fora o camelô”, afirmou.

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