As Comissões de Saneamento Ambiental e de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) realizaram, no último fim de semana, uma vistoria no pátio de escória da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), localizado no bairro Brasilândia, em Volta Redonda.
A ação de fiscalização, que contou com a participação do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), teve como objetivo acompanhar as medidas ambientais que a empresa vem implementando para adequar o local às exigências dos órgãos ambientais e da Justiça.
Durante a visita, os membros das comissões e os técnicos do Inea inspecionaram as pilhas de escória, situadas nas proximidades da BR-393 (Rodovia Lúcio Meira) e do Rio Paraíba do Sul. A Estação de Tratamento de Águas (ETA), responsável pela neutralização do pH da água da chuva que escoa das pilhas antes de alcançar o rio, também foi alvo da fiscalização.
O deputado estadual Jari Oliveira, presidente da Comissão de Saneamento Ambiental, que liderou a vistoria, expressou a preocupação da população local e regional em relação ao pátio de escória.
“O pátio de escórias gera muita preocupação para a população de Volta Redonda e toda a região. Em mais uma visita, conseguimos perceber que as pilhas de escória estão realmente diminuindo, mas ainda há muito o que reduzir. Vamos continuar acompanhando e cobrando até que essas pilhas cheguem ao nível estabelecido pela Justiça, não gerando qualquer risco ao meio ambiente”, afirmou o parlamentar.
Apesar de técnicos do Governo Federal terem atestado a inexistência de riscos de desmoronamento das pilhas de escória para o Rio Paraíba do Sul, Oliveira cobrou da CSN a remoção das pilhas mais próximas ao curso d’água.
O presidente do colegiado também destacou a continuidade das fiscalizações anuais desde 2022 e reconheceu uma redução significativa no volume das pilhas.
“Percebemos no dia de hoje uma redução significativa nas pilhas. A CSN apresentou estudos e investimentos que estão sendo feitos no local. Vamos continuar acompanhando e cobrando ainda mais investimentos, a fim de garantir mais segurança para a população dos bairros ao redor e menor impacto possível sobre o meio ambiente”, concluiu Oliveira, sinalizando que o acompanhamento por parte da Alerj em relação às ações da CSN será mantido.





