Alerj e Câmara do Rio unem forças contra falsificação de bebidas no estado

Parlamentares articulam ação conjunta com a Polícia Civil para fechar fábricas clandestinas e conter risco de contaminação por metanol

Diante do aumento de denúncias sobre adulteração e falsificação de bebidas alcoólicas, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e a Câmara Municipal do Rio anunciaram uma mobilização conjunta para combater o problema. As duas Casas Legislativas pretendem encaminhar à Polícia Civil informações e denúncias sobre a produção e comercialização irregular desses produtos em todo o estado.

O deputado estadual Filippe Poubel (PL), que preside a Comissão de Combate à Pirataria da Alerj, informou que se reunirá, na próxima semana, com o delegado responsável pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM). O encontro deve definir novas estratégias de fiscalização e ações conjuntas para desmantelar fábricas clandestinas.

“Já são cinco casos suspeitos de contaminação por metanol no estado do Rio de Janeiro, é muito preocupante, questão de saúde pública. Estaremos junto com a DRCPIM fiscalizando e fechando essas fábricas clandestinas”, afirmou o deputado Poubel.

O metanol, substância altamente tóxica e proibida para consumo humano, tem sido apontado como causa de intoxicações graves e mortes em diferentes estados do país, o que elevou o alerta das autoridades fluminenses.

Câmara do Rio também recebe denúncias

Na esfera municipal, o vereador Poubel (PL), integrante da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara do Rio, colocou o mandato à disposição da população para o recebimento de denúncias e encaminhamento aos órgãos competentes.

“A nossa função é fiscalizar e denunciar, para que a Polícia Civil possa colocar na cadeia quem atenta contra a saúde pública”, declarou o vereador, que acompanhou a sessão da Alerj nesta quarta-feira (8) ao lado do irmão deputado.

A mobilização das duas esferas legislativas reforça a preocupação com a segurança dos consumidores e a necessidade de atuação coordenada entre o poder público e as forças de segurança para coibir a produção e o comércio ilegal de bebidas adulteradas no estado.

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