Alcolumbre determina instalação da CPI do Crime Organizado após operação no Rio

Comissão deve investigar milícias e facções criminosas em meio à crise de segurança que deixou mais de 120 mortos no estado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou nesta quarta-feira (29) a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O início dos trabalhos está previsto para a próxima terça-feira (4).

A decisão ocorre um dia após a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, considerada a mais letal da história do estado, com mais de 120 mortos.

“Determinei a instalação da CPI do Crime Organizado para a próxima terça-feira, em entendimento com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE)”, afirmou Alcolumbre em nota oficial. “É hora de enfrentar esses grupos criminosos com a união de todas as instituições do Estado brasileiro, assegurando a proteção da população diante da violência que ameaça o país.”

CPI terá foco em milícias e no tráfico

A nova comissão parlamentar pretende investigar a estrutura, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas em todo o país, com atenção especial à atuação de milícias e facções como o Comando Vermelho, que mantém forte presença no Rio.

A decisão de Alcolumbre é vista como uma resposta política à escalada da violência no estado fluminense e à pressão por maior coordenação entre os poderes federal e estadual. O senador Alessandro Vieira, citado pelo presidente do Senado, deve ser o relator do colegiado e já vinha articulando a retomada da CPI desde o início do ano.

Operação mais letal da história reacende debate

A operação policial que motivou a decisão do Senado resultou em confrontos de grande intensidade e denúncias de execuções sumárias. Moradores relataram à imprensa ter encontrado dezenas de corpos em áreas de mata na Penha, enquanto o governo estadual comemorou o resultado, classificando a ação como “bem-sucedida”.

Lewandowski diz que ação foi extremamente violenta

O episódio reacendeu o debate sobre o enfrentamento ao crime organizado no país e expôs divergências entre o governo do Rio e o governo federal. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, classificou a ação como “extremamente violenta” e afirmou que o Estado deve buscar novas estratégias de segurança pública.

A CPI deve convocar autoridades federais, estaduais e especialistas em segurança para depor sobre o avanço das organizações criminosas, a infiltração de milícias em estruturas públicas e os vínculos entre crime e política em diferentes regiões do Brasil.

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