A DEA (Administração de Repressão às Drogas dos Estados Unidos, em tradução livre) elevou nesta segunda-feira (29) para US$ 25 milhões (cerca de R$ 140 milhões) a recompensa por informações que levem à prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
O anúncio foi feito por meio das redes sociais da agência, com publicações em inglês e espanhol. A recompensa anterior, de US$ 10 milhões, foi reajustada em meio à intensificação das pressões norte-americanas contra o governo venezuelano por exploração do petróleo, incluindo novas sanções econômicas impostas na última sexta-feira.
Segundo a DEA, as denúncias podem ser feitas de forma anônima e enviadas por e-mail. A agência busca não apenas o paradeiro de Maduro, mas também qualquer informação que contribua para sua prisão e condenação.
Maduro é acusado pelos Estados Unidos de envolvimento em narcoterrorismo, corrupção e tráfico internacional de drogas, acusações que ele nega e atribui a uma campanha política de Washington contra seu governo.
Petróleo é alvo de cobiça dos Estados Unidos
Os Estados Unidos demonstram crescente interesse no petróleo da Venezuela, em um momento de tentativas de reaproximação diplomática com o governo de Nicolás Maduro. A flexibilização de sanções e negociações discretas indicam que Washington busca garantir acesso ao petróleo venezuelano, diante de instabilidades no mercado global e da necessidade de diversificar fontes de energia.
A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, mas sua produção foi severamente afetada por anos de crise econômica, má gestão e sanções internacionais. Para os EUA, o país sul-americano representa uma alternativa estratégica ao petróleo de regiões em conflito, como o Oriente Médio ou a Rússia.
Embora o relacionamento entre Caracas e Washington siga tenso, especialmente após acusações de narcotráfico contra Maduro, o interesse energético pode acelerar um realinhamento pragmático entre os dois países.







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