Advogado cita ‘leilão’ entre desembargadores na venda de sentenças judiciais no Mato Grosso do Sul

PF investiga esquema de corrupção no TJMS que envolveu ao menos cinco desembargadores afastados

O advogado Felix da Cunha, um dos alvos da operação da Polícia Federal (PF) que investiga a venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), citou a existência de um “leilão danado” entre desembargadores para a comercialização de decisões judiciais, informa Igor Gadelha, no Metrópoles.

Em mensagens trocadas com Danillo Moya Jerônimo, servidor do TJMS, em abril de 2021, Felix comentou que os magistrados estavam em uma intensa disputa, onde “cada um quer mais que o outro”. A conversa reforçou a suspeita de corrupção envolvendo os julgamentos na Corte.

Dois dias após essa mensagem, Felix confirmou o resultado de uma decisão comprada e informou que sacaria o pagamento de Danillo. A revelação integra as provas da operação “Ultima Ratio”, conduzida pela PF e autorizada pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que apura crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos.

A operação resultou no afastamento de cinco desembargadores do TJMS por 180 dias, incluindo o presidente da Corte, Sérgio Fernandes Martins. Também foram afastados os desembargadores Vladimir Abreu da Silva, Alexandre Aguiar Bastos, Sideni Soncini Pimentel e Marco José de Brito Rodrigues, que terão de usar tornozeleiras eletrônicas. Além disso, a PF cumpriu 44 mandados de busca e apreensão, atingindo advogados, empresários e servidores públicos.

Entre os investigados, estão ainda um juiz de primeira instância, dois desembargadores aposentados e um procurador de Justiça. A operação expõe um esquema de corrupção de grande escala no Judiciário de Mato Grosso do Sul, onde decisões judiciais eram supostamente vendidas ao melhor lance.

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