As duas acusadas pela morte do empresário Luiz Marcelo Ormond, ocorrida em maio de 2024, permaneceram em silêncio durante audiência de instrução e julgamento realizada nesta segunda-feira (15), na 4ª Vara Criminal da Capital. No banco dos réus estão a namorada da vítima, Júlia Cathermol, e a cigana Suyany Breschak, apontadas pela investigação como responsáveis por arquitetar o crime para ficar com os bens do empresário.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ), Ormond morreu após ingerir um brigadeirão envenenado com morfina, preparado por Júlia a mando de Suyany. O caso ganhou repercussão nacional e ficou conhecido como o “caso do brigadeirão”.
Audiência e testemunhas
A sessão foi presidida pela juíza Lúcia Mothe Glioche. Foram ouvidos os dois últimos peritos da Polícia Civil arrolados pela defesa, Luís Henrique de Almeida Zanini e Leonardo Rabello Carneiro de Mesquita. Ao final, os advogados desistiram dos depoimentos de outras testemunhas.
Agora, a fase de instrução aguarda a conclusão das diligências requeridas e a juntada de documentos. Depois disso, serão abertos prazos para as manifestações do Ministério Público e das defesas.
Cronologia do crime
De acordo com as investigações, as imagens do circuito interno do prédio da vítima mostram Ormond às 17h04, descendo com o prato de brigadeirão. Menos de 30 minutos depois, às 17h47, retorna tossindo e visivelmente debilitado. A perícia confirmou que a dose de morfina ingerida foi suficiente para matá-lo rapidamente.
Contradições nas versões
Em depoimento prestado em 2024, Júlia afirmou ter deixado o carro do empresário na comunidade da Maré a pedido dele, versão considerada falsa pela polícia. Ela também disse ter saído do apartamento após uma discussão, mas não mencionou que o namorado teria passado mal. Dias depois, hospedou-se na casa de outro parceiro em Campo Grande.
Próximos passos do julgamento
Presas desde o ano passado, Júlia e Suyany respondem por homicídio triplamente qualificado, crime que pode resultar em penas severas. O processo segue em andamento e a Justiça do Rio deve avaliar as provas, depoimentos e contradições apresentadas pela acusação e defesa antes da decisão final.






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