O vereador Laércio Norberto Júnior, conhecido como Júnior Chaveiro, ex-presidente da Câmara Municipal de Barra do Bugres (MT), foi preso pela Polícia Militar de Mato Grosso em Cuiabá após ser considerado foragido em um caso de violência doméstica. A prisão ocorreu no sábado (25).
Segundo a PMMT, o parlamentar foi encontrado hospedado em um condomínio da capital após uma denúncia anônima. Equipes policiais foram até o endereço informado, identificaram o vereador e cumpriram o mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça de Barra do Bugres.
De acordo com a corporação, ele foi levado para a delegacia, onde foi registrado o boletim de ocorrência.
Júnior Chaveiro é investigado por agressões contra a companheira. Conforme a denúncia, ele teria usado uma chave de roda para agredi-la, além de ameaçá-la de morte e tentar enforcá-la.
A Polícia Civil pediu a prisão preventiva no dia 19, data da ocorrência. No entanto, o mandado judicial foi expedido apenas na última sexta-feira (24). O caso foi enquadrado nas normas de proteção à mulher previstas na Lei Maria da Penha.
Câmara afastou vereador e tirou presidência
A repercussão levou a Câmara Municipal de Barra do Bugres a realizar uma sessão extraordinária. Por unanimidade entre os 10 vereadores presentes, o Legislativo aprovou duas medidas:
- destituição de Júnior Chaveiro da presidência da Mesa Diretora;
- afastamento do mandato de vereador, sem remuneração, enquanto vigorarem as medidas protetivas em favor da vítima.
Em nota, a Câmara afirmou que mantém compromisso com o cumprimento das decisões judiciais, a proteção das vítimas e a integridade institucional do Poder Legislativo.
PL também anunciou afastamento
Além das decisões da Câmara, o Partido Liberal (PL) anunciou o afastamento de Júnior Chaveiro do diretório estadual.
O comunicado foi feito pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT), ao lado do presidente estadual da legenda, Ananias Filho, em vídeo publicado nas redes sociais.
A parlamentar informou ainda que pretende protocolar pedido para expulsão definitiva do vereador do partido.
“Nosso partido não apoia e nem passa pano para essa situação”, declarou.
Defesa nega agressões
Após a prisão, Júnior Chaveiro negou as acusações. Segundo ele, houve reação a uma discussão.
“Eu não agredi, eu me defendi. Tenho vários hematomas, também já fiz corpo de delito quando me apresentei. Vou me defender na Justiça”, afirmou.
O vereador também disse que há “muitas inverdades” no processo e que pretende provar sua versão durante a tramitação judicial.
A investigação segue em andamento.






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