Acordo inusitado: Bolsonarista e psolista se unem em defesa do jiu-jitsu na Alerj

Projeto de lei para criar Dia Estadual do Professor de Jiu-Jitsu promove rara união entre deputados de espectros políticos opostos.

Uma cena inusitada marcou a sessão plenária da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quinta-feira (XX). Deputados Renan Jordy (PL), bolsonarista raiz, e Yuri Moura (PSOL), um dos nomes fortes da esquerda no parlamento fluminense, deixaram de lado suas diferenças ideológicas para defender o projeto de lei 3.964/24, que propõe a criação do Dia Estadual do Professor de Jiu-Jitsu, a ser celebrado anualmente em 9 de setembro.

Ambos os parlamentares, praticantes da arte marcial, argumentaram em defesa dos professores de jiu-jitsu, que enfrentam dificuldades para obter registro profissional devido a um impedimento do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito).

“É um esporte que gera economia para o estado e tira muitas crianças da criminalidade. Embora a questão da regulamentação seja uma questão federal, esta Casa não pode se furtar ao debate”, declarou Jordy, autor da proposta.

Moura, por sua vez, elogiou a iniciativa do colega e o convidou a integrar a frente parlamentar em defesa dos professores de jiu-jitsu. “Parabenizo pela iniciativa e vou convidá-lo para as reuniões da frente”, afirmou o psolista.

Apesar das conhecidas divergências políticas, os deputados mostraram um raro momento de convergência em prol de uma causa comum. “Estamos em trincheiras diferentes, mas o esporte está acima de tudo”, concluiu Jordy, selando o acordo improvável.

A proposta segue agora para segunda votação na Alerj, e a aliança inesperada entre Jordy e Moura pode abrir um precedente para futuras colaborações entre parlamentares de diferentes espectros políticos em outras questões de interesse comum.

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading