O governo brasileiro trabalha com a expectativa de firmar um acordo de cooperação no combate ao narcotráfico durante a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Donald Trump, prevista para esta semana em Washington.
Caso haja avanço nas negociações, integrantes das áreas econômica e jurídica podem integrar a comitiva, ampliando o escopo das tratativas. O tema é considerado estratégico por Brasília, sobretudo pelo potencial de intensificar ações conjuntas contra lavagem de dinheiro e o tráfico internacional de armas e drogas, informa Miriam Leitão, em O Globo.
Cooperação e preocupações estratégicas
Apesar do interesse em ampliar a parceria, o governo brasileiro vê com cautela a proposta defendida por setores ligados a Trump de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A avaliação interna é de que essa medida poderia abrir margem para interpretações que levem a intervenções externas.
Por outro lado, autoridades brasileiras consideram positiva a ampliação da troca de informações e o fortalecimento de investigações conjuntas, desde que respeitada a soberania nacional. O foco, segundo interlocutores, é “estrangular o crime” por meio da cooperação institucional.
Comércio e diálogo na pauta
Além da segurança pública, o encontro deve abordar questões comerciais sensíveis. Entre elas, as investigações conduzidas pelos Estados Unidos com base na chamada Seção 301, que analisa possíveis práticas desleais no comércio internacional.
Mesmo com a recente redução de tarifas para cerca de 10%, após decisão da Suprema Corte americana, há receio de que novas sanções possam surgir. Integrantes do governo destacam a importância do diálogo direto para evitar que decisões fiquem restritas ao USTR.
Outros temas, como os impactos econômicos de conflitos internacionais, também podem entrar na conversa. Ainda assim, a prioridade brasileira será manter canais abertos e construir uma “agenda positiva” entre os países.






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