Operação mira grupo criminoso que incentivava comportamentos perigosos entre jovens em redes sociais

A polícia cumpre 20 mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e sete medidas de internação provisória de adolescentes infratore

Uma operação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) foi deflagrada nesta terça-feira (15) em seis estados do Brasil, com o objetivo de desmantelar um grupo criminoso que usava as redes sociais e aplicativos de mensagens para disseminar conteúdos de extremismo, ódio e incitação à automutilação entre adolescentes. A ação, chamada “Adolescência Segura”, foi realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, em colaboração com a Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), e o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab).

A ação visa combater práticas criminosas que colocavam em risco a integridade de jovens em diversas regiões do país. A investigação revelou que o grupo atuava principalmente em plataformas criptografadas como Discord e Telegram, onde promoviam desafios e competições que incentivavam adolescentes a se envolverem em atos de automutilação coletiva, maus-tratos a animais e até discussões sobre possíveis ataques violentos. Para engajar os participantes, eram oferecidas recompensas internas para os adolescentes que mais se destacavam nas atividades criminosas.

A polícia cumpre 20 mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária e sete medidas de internação provisória de adolescentes infratores. As ações simultâneas estão ocorrendo em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás. Além da repressão ao grupo criminoso, a operação busca conscientizar a sociedade sobre os riscos da radicalização digital e reforçar a importância da atuação integrada das instituições de segurança pública na proteção dos jovens e na promoção de um ambiente virtual mais seguro.

Os alvos da investigação enfrentarão diversas acusações, como associação criminosa, indução à automutilação e maus-tratos a animais, com penas que podem ultrapassar 10 anos de prisão.

Em um caso relacionado, a Polícia Civil do Distrito Federal investiga a morte de Sarah Raíssa Pereira, uma menina de 8 anos, que teria inalado gás de desodorante aerosol como parte de um “desafio” popular na rede social TikTok. O avô de Sarah a encontrou caída ao lado do sofá, perto de um frasco de desodorante, o que despertou a suspeita. Após ser socorrida, Sarah foi levada ao Hospital Regional de Ceilândia, onde os médicos identificaram que a morte estava relacionada a um desafio da internet. A polícia oficiará o TikTok sobre o caso, que chamou a atenção para os perigos dessas tendências digitais. Sarah foi enterrada na segunda-feira (14).

Com informações da CNN Brasil.

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