Quase um terço dos brasileiros aposta em bets, revela pesquisa Quaest

Levantamento mostra diferenças por região, renda, idade, gênero e posicionamento político

Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (17) pela Quaest aponta que 29% dos brasileiros afirmam ter o hábito de realizar apostas esportivas pela internet, enquanto 71% dizem não participar desse tipo de atividade. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos.

O estudo ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa também analisou o comportamento dos entrevistados em diferentes recortes sociais e demográficos.

Diferenças regionais no hábito de apostar

Os dados mostram variações relevantes entre as regiões do país. O Sul lidera o percentual de pessoas que afirmam apostar em bets, com 37%, enquanto o Nordeste apresenta o menor índice, com 25%.

Por região:

  • Sul: 37% apostam | 63% não apostam
  • Sudeste: 29% apostam | 71% não apostam
  • Centro-Oeste/Norte: 27% apostam | 73% não apostam
  • Nordeste: 25% apostam | 75% não apostam

Gênero e idade influenciam comportamento

No recorte por gênero, os homens aparecem mais propensos às apostas esportivas do que as mulheres. Entre eles, 33% afirmam apostar, contra 27% no público feminino.

Por sexo:

  • Masculino: 33% apostam | 67% não apostam
  • Feminino: 27% apostam | 79% não apostam

Já em relação à idade, os índices são relativamente próximos entre as faixas etárias analisadas, com leve aumento entre adultos e idosos.

Por idade:

  • 16 a 34 anos: 27% apostam
  • 35 a 59 anos: 30% apostam
  • 60 anos ou mais: 30% apostam

Apesar disso, vale destacar que a legislação brasileira permite apostas esportivas apenas para maiores de 18 anos.

Renda e religião também impactam resultados

A renda familiar também influencia o hábito de apostar. O maior percentual foi registrado entre pessoas com renda de 2 a 5 salários mínimos.

Por renda:

  • Até 2 salários mínimos: 24% apostam
  • De 2 a 5 salários mínimos: 32% apostam
  • Acima de 5 salários mínimos: 26% apostam

A religião aparece como outro fator relevante. Entre católicos, 34% afirmam apostar, enquanto entre evangélicos o índice é menor, de 23%.

Recorte político mostra variações

O levantamento também avaliou o comportamento conforme o posicionamento político dos entrevistados. Os maiores índices foram registrados entre eleitores que se identificam com o bolsonarismo.

Por posicionamento político:

  • Bolsonaristas: 33% apostam
  • Independentes: 31% apostam
  • Esquerda não-lulista: 27% apostam
  • Lulistas: 26% apostam
  • Direita não-bolsonarista: 25% apostam

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