A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) confirmou nesta terça-feira (14) que operou um sistema secreto de espionagem via celular para monitorar dez mil cidadãos brasileiro durante os três primeiros anos do governo Bolsonaro.
O programa usado pela agência permitia, sem qualquer protocolo oficial, vigiar os passos de até 10 mil proprietários de celulares a cada 12 meses. O órgão, no entanto, não possui autorização legal para acessar dados privados.
Em nota, a Abin afirmou que o contrato para uso do programa, de caráter sigiloso, teve início em 26 de dezembro de 2018 e foi encerrado em 8 de maio de 2021. “Atualmente, a Agência está em processo de aperfeiçoamento e revisão de seus normativos internos, em consonância com o interesse público e o compromisso com o Estado Democrático de Direito”, disse o órgão.
Desenvolvido pela empresa israelense Cognyte (ex-Verint), a ferramenta é conhecida como “FirstMile” e, para funcionar, era necessário apenas que se digitasse o número do contato telefônico. A partir disso, o acompanhamento era feito através de um mapa.
Com base no fluxo dessas informações, o sistema oferecia a possibilidade de acessar o histórico de deslocamentos e até criar “alertas em tempo real” de movimentações de um alvo em diferentes endereços.
A reportagem é do Globo.






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