A estratégia por trás de César Maia ao Senado, que pode invalidar nome de Pedro Paulo 

Movimento do PSDB tem anuência de Cláudio Castro

Rodrigo Vilela

A estratégia de lançar o nome de César Maia para o Senado no ano que vem pelo PSDB tem o “aval” do governador Cláudio Castro, que se coloca para o cargo pelo PL. É que é certo entre os tucanos, agora comandados por Luciano Vieira no Rio, que o partido estará com Castro. Logo, o ex-prefeito da capital só tentará o Senado, caso Castro não seja candidato à Casa Alta. Neste caso, César Maia será lançado e a sua filha, Daniela Maia, deve ser a primeira suplente.

O aval de Castro, caso não seja o segundo nome do PL para o cargo – o primeiro, dado como certo, é o senador Flávio Bolsonaro – invalida qualquer esperança de o deputado Pedro Paulo se lançar ao Senado. Como já dito aqui na coluna, o PSD busca uma candidatura para o posto e Pedro Paulo não descarta a possibilidade, tampouco nega a vontade de ser a aposta do palanque que deve unir Eduardo Paes e Lula.

César Maia é associado a Eduardo Paes, por ser o seu padrinho político, é de centro-direita, e corre na mesma raia que Pedro Paulo, o que os faria dividir votos, tornando mais difíceis os sonhos do deputado de e viabilizar.

Castro e Pedro Paulo têm um longo histórico de vai-e-vem. Antes amigos, os dois trocaram farpas depois de Pedro Paulo criticar a segurança do Rio. O governador não deixou barato e respondeu citando episódios da vida pessoal do parlamentar.

Recentemente, os dois voltaram a se aproximar, diante do armistício entre Castro e Paes.

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