O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, vai relaxar as sanções contra Cuba dias antes da posse presidencial de Donald Trump, marcada para o próximo dia 20. A expectativa é de que isso leve à libertação de prisioneiros políticos em Havana.
Como parte do pacote, Biden irá reverter várias restrições postas em prática por Trump, seu antecessor e o presidente eleito. Essas medidas incluem notificar o Congresso sobre a retirada da designação de Cuba como patrocinador estatal do terrorismo e desfazer uma ordem de Trump que restringiu transações financeiras a militares e cubanos ligados ao regime, de acordo com um alto funcionário da Casa Branca.
Biden também está pronto para suspender a capacidade dos indivíduos de usar os tribunais dos EUA para fazer reivindicações de propriedades potencialmente confiscadas em Cuba após a revolução de Fidel Castro em 1959, disse o funcionário.
As medidas foram relacionadas à esperada libertação de um número significativo de prisioneiros políticos por Cuba, após as negociações do governo comunista com a Igreja Católica.
Cuba enfrentou duras críticas de grupos de defesa dos direitos humanos, dos EUA e da União Europeia após a prisão de centenas de manifestantes em decorrência das manifestações de 11 de julho de 2021, as maiores desde a revolução de Castro.
Os anúncios, poucos dias antes de Biden deixar o cargo, marcam sua primeira ruptura real na política das sanções da era Trump que contribuíram para uma das piores crises econômicas de Cuba.
O republicano pode tentar reavivar as sanções quando assumir o cargo. Mas, no curto prazo, espera-se que as novas medidas de Biden deem a Havana mais espaço de manobra na luta contra uma crise econômica devastadora.
Trump incluiu Cuba na lista de Estados Patrocinadores do Terrorismo dos EUA em 2021, nas últimas horas de seu primeiro mandato, dizendo que Havana havia repetidamente fornecido “apoio a atos de terrorismo internacional” ao abrigar fugitivos dos EUA e líderes rebeldes colombianos.
Cuba negou as acusações, chamando a designação de uma farsa e buscando a remoção da lista, que implica proibição da ajuda econômica e das exportações de armas dos EUA, e uma desvantagem geopolítica suficiente para manter até mesmo os aliados mais próximos de Cuba desconfiados de fazer negócios com a ilha.
Com informações da Folha de São Paulo





