Zona Oeste tem duas execuções em menos de 24 horas; uma das vítimas é ex-PM

Ex-policial militar condenado por homicídio foi morto em Bangu; horas depois, bandidos assassinaram outro homem em Campo Grande

Dois bairros da Zona Oeste do Rio registraram duas execuções violentas em menos de 24 horas. Na tarde desta terça-feira (30), o ex-policial militar Flávio Lúcio Carvalho de Faria, de 51 anos, foi morto a tiros em Bangu. Horas depois, na madrugada desta quarta (1º), bandidos assassinaram Diego Tavares, de 39, na frente de casa em Campo Grande. Os casos são investigados pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Flávio Lúcio, apontado como líder de uma milícia em Sepetiba, foi morto no condomínio Parque Bangu, na Rua Manuel Lisboa Moura. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o corpo com marcas de disparos na calçada. Ele teria sido atacado ao chegar em casa.

De acordo com a Polícia Militar, uma equipe do 14º BPM (Bangu) isolou a área para perícia. A Polícia Civil informou que diligências estão em andamento para apurar autoria e motivação do crime.

Segundo as informações, Flávio havia sido excluído da corporação após condenações na Justiça. Em maio de 2019, recebeu pena de 16 anos de cadeia pela morte do comerciante Humberto Tjie-A-Njiem, assassinado em 2011 em Santa Cruz após produzir um dossiê sobre milicianos de Sepetiba. 

No mesmo processo constam duas tentativas de homicídio. Antes, em fevereiro de 2019, foi condenado a seis anos por chefiar um grupo paramilitar responsável por extorsão a comerciantes e moradores da região.

Assassinato em Campo Grande

Na madrugada desta quarta, Diego Tavares foi executado por volta das 2h30 na Rua Renato Leite e Silva. Segundo uma amiga próxima da vítima, que preferiu não se identificar, “muitos tiros” foram disparados. A vizinhança também relatou o caso na web.

Os bombeiros atenderam à ocorrência às 4h23 e agentes do 40º BPM (Campo Grande) isolaram a área para o trabalho da Polícia Civil. O corpo seguiu para o Instituto Médico Legal (IML) do Centro.

Segundo testemunhas, Tavares era conhecido como Barata e faria parte de uma milícia que atua nas localidades Dinda, Novo Tinguí e Vale do Tinguí, todas em Campo Grande. A DHC ainda não confirmou oficialmente a informação.

Amigos da vítima lamentaram a morte nas redes sociais. “Por que fizeram isso com ele, meu Deus? Ele era tão bom”, comentou uma. Em entrevista à Agenda do Poder, uma amiga íntima da vítima relatou que a família está em desespero.

Ainda não há informações sobre o sepultamento de Diego Tavares e do ex-PM Flávio Lúcio Costa.

*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes

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