O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), deixa o comando do estado neste domingo (22), sem definir qual será seu próximo passo na política. Apesar de sinalizar interesse em disputar a Presidência da República em 2026, ele ainda não confirmou se entrará na corrida ao Palácio do Planalto ou se buscará outro cargo eletivo.
A saída marca o início de um período de articulações políticas e incertezas que impactam diretamente o cenário em Minas e também no plano nacional. O cargo será assumido pelo vice-governador Mateus Simões (PSD), em cerimônia na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Nos bastidores, aliados avaliam que o projeto presidencial de Zema enfrenta dificuldades, como baixa projeção nacional e competitividade limitada frente a nomes já consolidados. A indefinição também afeta o grupo político no estado, especialmente Simões, que assume o governo sem clareza sobre o papel que Zema terá na sucessão estadual.
A decisão do ex-governador também pode influenciar o equilíbrio da disputa nacional. Caso confirme candidatura ao Planalto, ele pode fragmentar o campo da direita. Se optar por não concorrer, tende a atuar como articulador político em Minas, estado estratégico por seu peso eleitoral.







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