O motoboy Douglas Marcolino Henrique, baleado na manhã desta quinta-feira (4) ao sair da Vila do João, comunidade sob o domínio do tráfico de drogas no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio, mandou um áudio para a irmã antes de morrer. Após ser baleado na comunidade, ele perdeu o controle da moto e colidiu contra um veículo na Linha Amarela.
“Vou na Vila do João, vou na Penha e acabou”, gravou, em áudio obtido pela TV Bandeirantes. Segundo a família, Douglas trabalhava como motoboy em uma empresa terceirizada havia um ano. Ele recolhia exames e laudos em unidades de saúde. Algumas delas em comunidades onde havia a presença do tráfico de drogas, ainda de acordo com parentes dele.
O corpo do motoboy foi enterrado à tarde em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Ele deixou dois filhos – de 14 e 16 anos.
Motoboy foi candidato a vereador em 2020
Douglas, que também trabalhava como tatuador e motorista nas horas vagas, chegou a ser candidato a vereador em Duque de Caxias nas eleições de 2020.
“Ele era trabalhador, ele era família. Era um pai muito amoroso”, disse a comerciante Isabela Cristina, tia dele, em entrevista à TV Bandeirantes, enquanto aguardava pela liberação do corpo nesta manhã no IML, no Centro do Rio.
A Polícia Civil investiga o caso.






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