Voto evangélico entra no centro da disputa pelo governo do Rio

Debate no programa Jogo do Poder reuniu Rosenverg Reis e Átila Nunes para discutir influência religiosa nas urnas, crise sucessória no governo do Rio e o cenário eleitoral de 2026

O peso do voto evangélico, a crise institucional no governo do Rio de Janeiro e a corrida eleitoral de 2026 dominaram o debate no programa Jogo do Poder, apresentado pelo jornalista Ricardo Bruno e que será exibido no domingo (19), às 23h15 pela rede CNT e no Youtube. Durante a entrevista, o deputado estadual Rosenverg Reis e o ex-deputado Átila Nunes analisaram como a pauta de costumes, a reorganização das forças políticas e o impasse sobre a sucessão estadual têm influenciado o cenário fluminense.

Ao comentar o comportamento do eleitorado, os dois convidados afirmaram que a religião passou a ter papel mais decisivo nas eleições, especialmente entre os evangélicos. Para Átila Nunes, que vai tentar retornar à Alerj para seu 15º mandato, esse movimento ganhou força com o avanço de temas ligados à pauta de costumes no debate público, como aborto, ideologia de gênero e segurança pública. Segundo ele, isso ajudou a consolidar um eleitorado mais conservador e mobilizado.

Rosenverg Reis, por sua vez, está em seu quarto mandato como deputado e afirmou que esse segmento passou a buscar representação direta nos parlamentos e em diferentes esferas de poder. Embora tenha destacado sua posição “de centro para a direita”, o deputado também defendeu o respeito entre grupos religiosos e políticos, citando sua convivência com Átila Nunes sem conflitos de natureza religiosa.

Outro eixo da conversa foi a situação do governo do estado sob comando do desembargador Ricardo Couto. Os convidados classificaram o momento como atípico e marcado por forte instabilidade institucional. Átila avaliou que Couto não possui uma estrutura política própria e, por isso, tem recorrido a nomes técnicos. Rosenverg, por outro lado, disse que as mudanças promovidas até aqui são positivas e atribuiu a crise política do estado à atuação de Rodrigo Bacellar.

O debate também abordou a indefinição jurídica sobre a sucessão no Palácio Guanabara e a viabilidade de eleições diretas ou indiretas ainda neste ano. Na avaliação dos entrevistados, o calendário e os custos tornam esse caminho cada vez mais difícil, o que reforça a percepção de que a solução pode acabar sendo empurrada para a eleição regular de outubro.

Na parte final da entrevista, o foco se voltou para a disputa de 2026. Tanto Átila Nunes quanto Rosenverg Reis sinalizaram apoio a Eduardo Paes, apontando experiência administrativa e capacidade de articulação política como ativos do prefeito carioca na corrida pelo governo estadual. Para os dois, o cenário já começa a se desenhar como um embate central na política fluminense.

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