A Justiça do Rio de Janeiro decidiu que o influenciador Vitor Belarmino será levado a júri popular pela morte do fisioterapeuta Fábio Toshiro Kikuda, ocorrida em julho de 2024. A decisão foi tomada pela juíza Alessandra Roidis, da 1ª Vara Criminal da Capital, que considerou haver indícios suficientes para que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri, conforme noticiou o G1. A sessão ainda não tem data marcada.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o atropelamento aconteceu na Avenida Lúcio Costa, na altura do número 17.360, no Recreio dos Bandeirantes, por volta das 23h30 do dia 13 de julho de 2024. Fábio e sua esposa, Bruna, atravessavam a via poucas horas após o casamento quando foram atingidos pela BMW conduzida por Belarmino, que trafegava em alta velocidade. Fábio morreu no local.
Alta velocidade e indícios de imprudência
De acordo com o laudo da 42ª DP (Recreio), o carro do influencer estava a 109 km/h no momento da colisão, e chegou a atingir 160 km/h instantes antes. O limite da via era de 70 km/h. Apesar das evidências, Belarmino afirmou à polícia que não estava correndo. Em depoimento, disse que tentou desviar de uma moto e acabou surpreendido pelo casal.
“Freei tudo o que podia e tentei jogar o carro para a esquerda em direção ao canteiro, mas tinha dois carros estacionados, e também tentei não bater neles”, declarou. Questionado sobre a velocidade em que trafegava antes de acionar os freios, o influenciador preferiu não responder.
Defesa e prisão
Vitor Belarmino chegou a ser preso preventivamente, mas a juíza entendeu que os motivos que justificaram a detenção já não se mantinham. O Ministério Público, no entanto, se manifestou contra o pedido de revogação da prisão, alegando que o acusado ficou foragido por dez meses, o que representaria risco à apuração dos fatos.
Em audiência, a magistrada destacou que a materialidade do crime e os indícios de autoria são suficientes para levar o caso ao plenário do júri. “Os jurados devem decidir o mérito da causa diante da probabilidade de o acusado ser o autor dos fatos”, afirmou a juíza Alessandra Roidis.
Fábio Toshiro Kikuda havia se casado com Bruna Villarinho poucas horas antes do atropelamento. O caso comoveu o Rio e reacendeu o debate sobre excesso de velocidade e impunidade no trânsito.






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