Caso Vitor Belarmino: MP recorre sobre soltura de influencer que atropelou e matou noivo

Acusado ficou dez meses foragido, foi preso e acabou solto

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) recorreu à Justiça, nesta terça-feira (03), contra a decisão que revogou a prisão preventiva do influenciador Vitor Vieira Belarmino, acusado de atropelar e matar Fábio Kikuta no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. A 2ª Promotoria de Justiça Junto ao I Tribunal do Júri da Capital afirma que a conduta de Vítor Belarmino “indica grave risco à ordem pública, ressaltando que o acusado retirou o corpo da vítima do veículo, o largou em via pública e escapou sem prestar socorro – uma demonstração de total menosprezo pela vida humana”.

O recurso menciona que há mais de vinte multas por excesso de velocidade em nome do acusado e destaca que a medida de suspensão da habilitação é ineficaz neste caso, considerando o histórico do réu de dirigir mesmo sem a devida permissão legal. “Portanto, em razão da gravidade concreta do caso, que colocou em risco concreto a vida de diversas pessoas, e culminou na violenta e prematura morte dolosa (eventual) de jovem que havia literalmente acabado de se casar, além do histórico reiterado e recente de infrações de trânsito pelo recorrido, cabível a imediata restauração de sua prisão preventiva, para assegurar a ordem púbica”, descreve trecho do recurso. 

O caso ocorreu em 13 de julho de 2024 e ganhou repercussão nas redes sociais e na mídia, gerando comoção entre os seguidores do influenciador e a população em geral. A vítima, o fisioterapeuta Fábio Toshiro Kikuta, de 42 anos, estava com a esposa na orla quando foi atropelado. Os dois haviam acabado de se casar. Segundo testemunhas, o veículo estava em alta velocidade e não parou após o impacto.

Belarmino ficou quase dez meses foragido e se entregou este mês.

A defesa de Belarmino alega que o atropelamento foi um acidente e que o influenciador não teve intenção de matar. No entanto, a acusação sustenta que o comportamento dele foi imprudente e que Belarmino deve responder pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas há dolo eventual.

A decisão da Justiça de revogar a prisão preventiva gerou controvérsias. Para alguns especialistas em direito penal, a medida é adequada, pois a prisão preventiva deve ser usada com cautela e apenas quando houver risco à ordem pública ou à instrução do processo. Outros, no entanto, consideram que a gravidade do caso justifica a manutenção da prisão.

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