Viradouro reúne multidão em desfile da vitória no Centro de Niterói

Campeã do Carnaval 2026, escola reúne multidão no Centro da cidade; Juliana Paes não participa por motivos de saúde

A campeã do Carnaval 2026 do Rio de Janeiro, Unidos do Viradouro, reuniu milhares de pessoas na noite de sábado (7) durante o tradicional “desfile da vitória” realizado no Centro de Niterói. A celebração tomou conta da Avenida Amaral Peixoto e levou para as ruas componentes fantasiados, adaptações de alegorias e integrantes da bateria comandada por mestre Ciça, homenageado no enredo da escola.

Mesmo com chuva no fim da tarde, o tempo melhorou pouco antes do início do evento, permitindo que a vermelho e branca desfilasse com tranquilidade. O público lotou a avenida e acompanhou de perto a apresentação da campeã do Grupo Especial, que conquistou o título na Marquês de Sapucaí.

A apresentação contou com a presença de diversos integrantes da escola e da comunidade, que comemoraram o título ao lado de moradores e admiradores da agremiação.

Ausência da rainha de bateria

A rainha de bateria Juliana Paes não participou do desfile comemorativo. Em publicação nas redes sociais, a atriz explicou que não estava se sentindo bem e precisou cancelar a presença no evento.

“Estava tudo prontinho e reformado para hoje, na Amaral Peixoto. Mais uma apresentação do nosso desfile campeão. Mas tem dias que a vontade quer, mas o corpo não deixa. Sentindo muito por aqui”, escreveu.

Apesar da ausência da rainha, o desfile seguiu normalmente e manteve o clima de celebração entre os integrantes da escola e o público presente.

Novo casal estreia na escola

O evento também marcou a estreia do novo casal de mestre-sala e porta-bandeira da Viradouro: Phelipe Lemos e Marcella Alves. A dupla se apresentou pela primeira vez representando oficialmente a escola diante da comunidade.

Em entrevista à TV Mais Carnaval, Phelipe destacou a parceria com a nova companheira de dança. Segundo ele, a oportunidade de dividir a avenida com Marcella representa um momento especial na carreira.

Marcella Alves, que deixou recentemente o Salgueiro após uma longa trajetória, também comentou o início do novo ciclo. A porta-bandeira destacou a gratidão pela antiga escola e afirmou estar motivada para escrever uma nova história na Viradouro.

Prefeitura promete ampliar apoio

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, participou da celebração e aproveitou o momento para elogiar o desempenho da escola no Carnaval carioca. Durante discurso, ele anunciou que a prefeitura pretende ampliar significativamente o apoio financeiro à agremiação.

Segundo o prefeito, o investimento para o Carnaval de 2027 deverá ser mais que dobrado, como forma de reconhecer o papel da escola na divulgação do nome da cidade.

A presença de autoridades e lideranças da comunidade reforçou o caráter festivo da celebração, que transformou o Centro da cidade em uma grande festa popular.

Escola mirim abriu a programação

Antes do desfile principal, quem abriu a noite foi a Virando Esperança, escola mirim ligada à Viradouro. A apresentação das crianças emocionou o público e ajudou a aquecer o clima para a chegada da campeã.

Cerca de 20 mil pessoas acompanharam o evento. Para facilitar a logística nas ruas do Centro de Niterói, a escola utilizou versões menores das alegorias apresentadas no desfile oficial da Sapucaí.

Mesmo com dimensões reduzidas, os elementos cênicos e as fantasias mantiveram o brilho do espetáculo que garantiu o título à vermelho e branca.

Festa de 80 anos e planos para 2027

Além da comemoração pelo campeonato, a Viradouro já prepara uma grande festa para marcar os 80 anos de fundação da escola. O evento deverá ocorrer na comunidade de Santa Rosa, na Zona Sul de Niterói, berço histórico da agremiação.

A diretoria também iniciou os primeiros planejamentos para o Carnaval de 2027. Nos bastidores, cresce a possibilidade de a escola repetir o enredo “Alabê de Jerusalém, a saga de Ogundana”.

A história foi desenvolvida pelo carnavalesco Max Lopes e se inspira na ópera de Altay Veloso, que aborda a trajetória de um babalorixá africano contemporâneo de Jesus, tratando de temas ligados à intolerância religiosa.

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