Vinicius Júnior recebe Medalha Tiradentes no Maracanã

Sem público, mas lotado de autoridades, o Maracanã abriu as portas para receber o jogador Vinícius Júnior, na manhã desta quarta-feira (05/07), para cerimônia de entrega da Medalha Tiradentes. O atleta foi homenageado com a maior honraria da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) depois de ter sido vítima de racismo mais uma vez durante uma…

Sem público, mas lotado de autoridades, o Maracanã abriu as portas para receber o jogador Vinícius Júnior, na manhã desta quarta-feira (05/07), para cerimônia de entrega da Medalha Tiradentes. O atleta foi homenageado com a maior honraria da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) depois de ter sido vítima de racismo mais uma vez durante uma partida de futebol na La Liga – o episódio ocorreu em maio, no jogo entre Real Madrid e Valencia.

O atacante merengue também recebeu a Medalha Pedro Ernesto e o título de Cidadão Carioca, ambos da Câmara de Vereadores do Rio. Durante o evento, o vice-governador Thiago Pampolha ainda sancionou as leis 10.053/2023, que estabelece a Política Estadual Vini Jr. de Combate ao Racismo nos Estádios e Arenas Esportivas, e a 10.052/23, que cria o Dia da Resposta Histórica contra o Racismo no Futebol a ser comemorado em 7 de abril.

“Eu espero que minha família esteja orgulhosa de mim. Sou muito jovem e não esperava que, tão novo, estivesse no Maracanã, um lugar muito especial para mim, recebendo essas homenagens. Às vezes fico me perguntando se mereço tanto”, disse o jogador, que recebeu outra homenagem ao gravar seus pés na “Calçada da Fama” do Maracanã.

A deputada Verônica Lima (PT), autora da proposta de concessão da Medalha, elogiou a postura do jogador frente aos acontecimentos. “É um momento de muita alegria para nós, combatentes do racismo estrutural. Vini Jr. merecia muito essa medalha. Ele não fingiu que nada estava acontecendo ou baixou a cabeça. O Vini Jr. enfrentou os racistas e disse que aquilo ali não era normal. Com isso, ele se tornou exemplo para muitas crianças”, afirmou.

Política Estadual Vini Jr.

Autor original do projeto que estabeleceu a Política Estadual Vini Jr. de Combate ao Racismo nos Estádios e Arenas Esportivas, o deputado Professor Josemar (PSol) espera que a lei seja um modelo a ser seguido em todo o país. “É um orgulho ter um jogador gonçalense enfrentando mundo afora o racismo estrutural e original. Estou feliz em participar da sanção dessa lei que deve se tornar referência em todo Brasil”, destacou.

Já a Lei da Resposta Histórica, também de Verônica Lima em coautoria com Felipinho Ravis (SDD), lembra o 7 de abril de 1924, data em que o Vasco da Gama teve sua inscrição recusada pela Associação Metropolitana de Esportes Athleticos (AMEA). A entidade só permitiria a filiação do clube caso todos os 12 jogadores, negros e operários, fossem dispensados sob a acusação de que teriam “profissão duvidosa” e que não apresentavam “condições sociais apropriadas para o convívio esportivo”. 

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