Apontado pela Polícia Federal como líder do chamado ‘Cartel Brasil’, Vinícius Abade chefiava uma rede milionária de produção de drogas sintéticas instalada em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho no Rio de Janeiro. Sem formação em química, ele utilizava fórmulas encontradas na internet para fabricar os entorpecentes e levava uma vida de ostentação financiada pelo tráfico.
Vinícius foi preso na última quarta-feira (14) em um apartamento de luxo na Zona Oeste. No imóvel, a PF encontrou sete carros de alto padrão, drogas e insumos químicos usados na produção dos comprimidos. A operação prendeu nove pessoas e outras 16 seguem foragidas — entre elas, os principais aliados do líder do cartel.
Segundo as investigações, os laboratórios clandestinos funcionavam em comunidades como os complexos da Penha e do Alemão, além da Rocinha e áreas da Baixada Fluminense. O grupo utilizava empresas de fachada para adquirir substâncias como efedrina e cafeína, elementos fundamentais na fabricação das drogas. Uma dessas empresas estava registrada como perfumaria em nome do próprio Vinícius.
Apesar de manter um perfil discreto nas redes sociais, o chefe do cartel levava uma vida luxuosa, com viagens, festas, joias e carros importados.
A distribuição dos comprimidos era feita por ‘mulas’ em diversos estados do país. Parte da produção também era usada como moeda de troca com o tráfico local, em pagamento pelo uso dos territórios. Em uma das apreensões, a PF identificou material suficiente para fabricar cerca de 4 milhões de comprimidos.
De acordo com a Polícia Federal, o cartel também aliciava menores de idade e mantinha uma estrutura sofisticada, com setores de marketing, logística e segurança. O objetivo era claro: dominar o mercado de drogas sintéticas no Brasil.
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