O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi recebido com vaias por parte do público presente no Madison Square Garden, em Nova York, durante o terceiro jogo das finais da NBA entre New York Knicks e San Antonio Spurs, realizado na noite de segunda-feira (8). O republicano tornou-se o primeiro presidente norte-americano em exercício a comparecer a uma partida das finais da principal liga de basquete do país.
Trump assistiu ao confronto em um camarote de luxo como convidado de James Dolan, proprietário do New York Knicks. A reação da torcida ocorreu quando a imagem do presidente apareceu no telão da arena durante a execução do hino nacional. O episódio evidenciou mais uma vez a relação conturbada entre o mandatário e a cidade onde nasceu.
A presença de Trump levou as autoridades a adotarem um esquema de segurança incomum para um evento esportivo. O reforço operacional provocou atrasos na entrada dos torcedores no ginásio e alterou parte da programação tradicional que costuma anteceder os jogos decisivos da NBA.
Segurança reforçada altera rotina do evento
Uma das mudanças foi o cancelamento da área de confraternização destinada aos fãs do lado de fora do Madison Square Garden. De acordo com o Departamento de Polícia de Nova York, a medida foi tomada por razões de segurança relacionadas à visita presidencial.
Com o Knicks liderando a série por 2 a 0, a partida tinha um significado especial para os torcedores da equipe. O jogo marcou o retorno das finais da NBA ao Madison Square Garden pela primeira vez em 27 anos, aumentando ainda mais a expectativa em torno do evento.
Entre os presentes, a visita do presidente dividiu opiniões. Alguns torcedores preferiram evitar comentários políticos e focar apenas no basquete. Outros, porém, manifestaram incômodo com a presença de Trump no local.
Torcedores reclamam de transtornos e politização
Errol Ismail, empresário do setor fitness e morador do Brooklyn, afirmou à imprensa que a visita prejudicou a experiência dos fãs.
“Gostaria que ele não estivesse aqui. Ele não é um fã de verdade e só está tornando tudo horrível.”
O torcedor também reclamou dos transtornos causados pelo esquema de segurança e acrescentou:
“Esperamos a vida inteira por isso, e ele transformou tudo em algo sobre si mesmo, como sempre faz.”
Relação conturbada com Nova York
Nascido no bairro do Queens, Trump mantém há anos uma relação complexa com Nova York, cidade de perfil majoritariamente democrata. Ao longo de sua trajetória política, o presidente acumulou embates com lideranças locais e críticas a setores influentes da metrópole.
Antes da partida, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, informou a jornalistas que havia comprado seu ingresso diretamente do Madison Square Garden por quase US$ 1.000. Embora os dois políticos tenham trocado críticas públicas em diversas ocasiões, encontros recentes entre eles ocorreram de forma cordial.
Trump também tem histórico de atritos com a NBA. Em 2020, durante os protestos do movimento Black Lives Matter, o então presidente criticou jogadores e dirigentes da liga, acusando a organização de adotar uma postura excessivamente política.
Vaias não foram caso isolado
A recepção no Madison Square Garden não foi um caso isolado. No ano passado, durante a final masculina do US Open de tênis, disputada em Flushing Meadows, também em Nova York, Trump recebeu uma mistura de aplausos e vaias ao ser apresentado ao público.






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