Vídeo: Presidente do PL admite planejamento de golpe de Estado, mas alega que não houve crime

VAldemar classificou atos de 8 de janeiro como “bagunça” e culpou o STF por politizar o episódio

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, fez reconheceu que houve “planejamento de golpe” no Brasil, mas sem considerar que o episódio constituiu crime. As falas foram registradas no sábado (13), durante o Rocas Festival, em Itu (SP), em um painel que contou também com a presença de Gilberto Kassab (PSD).

Segundo Valdemar, a lei brasileira não enquadra planos não executados como infrações criminais. “Houve um planejamento de golpe, mas nunca teve o golpe efetivamente. No Brasil, a lei diz o seguinte: se você planejar um assassinato, mas não fez nada, não tentou, não é crime. O golpe não foi crime”, afirmou.

Críticas ao STF e aos atos de 8 de janeiro

O dirigente do PL também minimizou a invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília, em 2023, ao se referir aos manifestantes como “um bando de pé de chinelo”. Para ele, o episódio não poderia ser classificado como golpe de Estado. “O grande problema nosso é que teve aquela bagunça no 8 de Janeiro e o Supremo diz que aquilo foi golpe. Olha só, que absurdo, camarada com pedaço de pau, um bando de pé de chinelo quebrando lá na frente e eles falam que aquilo é golpe”, criticou.

Apesar das declarações, Valdemar reconheceu que o Supremo Tribunal Federal (STF) tomou posição definitiva sobre o caso e que resta ao PL respeitar a decisão. “O grande problema é o seguinte: o Supremo decidiu, nós temos que respeitar. Mas o Supremo só está fazendo isso porque tem apoio do governo, o Lula está do lado deles. Então, esse é o grande problema que nós enfrentamos”, declarou.

O tema segue sensível porque o ex-presidente Jair Bolsonaro, principal liderança do partido, foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar a tentativa de golpe de Estado.

Anistia e projeções eleitorais

No mesmo evento, Valdemar Costa Neto voltou a defender a aprovação de uma anistia que beneficie os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Ele também projetou que a direita deve alcançar pelo menos 45 cadeiras no Senado nas eleições de 2026, caso haja unidade entre seus principais nomes.

Na avaliação do líder do PL, uma eventual aliança entre Jair Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Tarcísio de Freitas e Ratinho Júnior teria potencial para garantir a vitória da direita na disputa presidencial de 2026.

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