O professor Sandro dos Santos Pereira, de 50 anos, acusado de estupro de vulnerável e abuso sexual por dezenas de alunos surdos, ganhou notoriedade nacional em 2019 ao atuar como tradutor de Libras durante a posse do ex-presidente Jair Bolsonaro. Anos depois, o nome do docente voltou ao centro das atenções após uma série de denúncias graves envolvendo estudantes da rede pública.
As acusações vieram à tona neste mês e incluem relatos de violência sexual e suspeitas de pedofilia. Sandro, que trabalhava como instrutor de Libras na rede municipal de ensino de São Paulo, foi desligado do cargo após o surgimento das denúncias.
Denúncias partiram de familiares
O caso começou a ser revelado após a mãe de um adolescente decidir expor o que o filho teria vivido. Segundo relatos, os episódios de abuso teriam começado em 2022 e se estendido por cerca de três anos.
Na ocasião do primeiro episódio, a vítima tinha 12 anos. O adolescente só teria compreendido a gravidade do ocorrido recentemente, após assistir a uma palestra sobre violência sexual no ambiente escolar.
Atuação na rede municipal
Contratado em maio de 2019, o professor exercia funções que incluíam contato direto com alunos com deficiência auditiva. Entre suas atribuições estavam o planejamento de atividades pedagógicas, a produção de materiais didáticos em Libras e a participação em cursos de formação voltados à comunidade escolar.
A remuneração era baseada em carga horária, com média mensal de cerca de R$ 6,4 mil.
Posicionamento da prefeitura
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que abriu um processo interno para apurar os fatos assim que tomou conhecimento das denúncias. O órgão também confirmou que o professor não integra mais o quadro da rede municipal.
A pasta acrescentou que a Diretoria Regional de Ensino acompanha o caso em conjunto com as autoridades policiais, responsáveis pela investigação das denúncias.






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