O tio da ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, foi preso em flagrante nesta sexta-feira (1º) em Sol Nascente, região de Ceilândia, no Distrito Federal, por armazenar material de abuso sexual infantojuvenil. Gilberto Firmo, de 52 anos, teve a prisão efetuada pela Polícia Civil do Distrito Federal, após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pelo Tribunal de Justiça de Goiás.
Durante a ação, os investigadores localizaram no celular de Gilberto diversos vídeos e fotos contendo cenas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. O aparelho foi apreendido e será encaminhado para perícia, a fim de aprofundar as investigações e identificar possíveis conexões com outros envolvidos no crime.
Por ser surdo, Gilberto contou com a presença de um intérprete de Libras disponibilizado pela Secretaria da Pessoa com Deficiência para prestar depoimento. À polícia, ele afirmou que apenas recebia o conteúdo em um grupo com sete pessoas, negando ter produzido ou compartilhado ativamente o material. No entanto, a Polícia Federal já havia identificado o uso de seu endereço de e-mail na disseminação de conteúdo pornográfico infantil, fato que motivou o início das investigações. Gilberto declarou que não utiliza mais esse e-mail.
Histórico familiar marcado por outras prisões
A prisão de Gilberto é mais um episódio envolvendo parentes da ex-primeira-dama. Em 2019, outro tio de Michelle, o 1º sargento da Polícia Militar João Batista Firmo Ferreira, foi preso durante a Operação Horus, acusado de integrar uma milícia atuante também na região de Sol Nascente. Ele foi investigado por envolvimento em crimes como loteamento irregular, extorsão e homicídios ligados à grilagem de terras.
Segundo relatos públicos anteriores, foi justamente a perda auditiva de Gilberto que motivou Michelle Bolsonaro a se especializar em Língua Brasileira de Sinais (Libras), área na qual passou a atuar com destaque em projetos sociais voltados à inclusão de pessoas com deficiência auditiva.
A defesa de Gilberto, representada pelo advogado Samuel Magalhães, confirmou a prisão, mas disse que ainda não teve acesso ao conteúdo apreendido nem ao inquérito policial. “Qualquer manifestação conclusiva será feita em momento oportuno, com base na análise técnica e responsável dos elementos constantes dos autos”, declarou.






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