O cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, deixou nesta segunda-feira a Penitenciária Serrano Neves, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, após a Justiça conceder um alvará de soltura. A saída do rapper foi marcada por sorrisos e comemoração diante da multidão que se aglomerou na porta do presídio para acompanhar o momento. Entre os presentes estavam nomes conhecidos do funk carioca, como MC Poze do Rodo e MC Cabelinho.
⚖️LIBERDADE | Oruam é solto da prisão em Bangu e fãs fazem multidão na porta pic.twitter.com/pKE8rnIRnD
— Agenda do Poder (@agendadopoder) September 29, 2025
A decisão judicial substituiu a prisão preventiva por uma série de medidas cautelares. Oruam terá de cumprir recolhimento domiciliar noturno entre 20h e 6h, usar tornozeleira eletrônica, manter residência fixa e comparecer mensalmente em juízo. Além disso, está proibido de entrar em áreas consideradas de risco, como o Complexo do Alemão, e de manter contato com outros acusados ou com o adolescente citado no processo.
A prisão de Oruam ocorreu após uma confusão durante o cumprimento de mandado contra um menor acusado de tráfico e roubo de veículos. O adolescente, de 17 anos, acabou fugindo após resistência de amigos do cantor. Na ocasião, Oruam foi indiciado por sete crimes, incluindo tráfico, associação ao tráfico, resistência, desacato e lesão corporal. A Polícia Civil também havia apreendido 73 gramas de cocaína durante as investigações.
Ao analisar o caso, o ministro responsável destacou que a prisão preventiva estava baseada em “fundamentos genéricos” e que a quantidade de drogas apreendida não justificava a custódia cautelar, sobretudo pelo fato de o cantor ser réu primário e ter bons antecedentes. Para o magistrado, não houve elementos concretos que indicassem risco de fuga ou de reincidência criminosa.
Oruam, filho de Márcio Nepomuceno, o traficante Marcinho VP — apontado como um dos chefes do Comando Vermelho e condenado por assassinato e tráfico — mantém tatuagens em homenagem ao pai e também a Elias Maluco, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes. Esse histórico familiar e suas conexões no funk carioca têm alimentado debates sobre sua trajetória artística e pessoal.
A saída do cantor da prisão rapidamente repercutiu nas redes sociais, onde fãs e artistas comemoraram a decisão. Enquanto isso, MC Poze do Rodo, que já teve sua própria soltura marcada por tumulto em frente ao presídio em junho, continua cumprindo pena em Bangu, onde divide atenções com a rotina do colega recém-liberto.






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