Pelo menos quatro homens participaram do assassinato do vereador Clayton Damaceno e da coordenadora de campanha Paula Ribeiro Menezes Costa, na noite do último sábado (28).
Imagens captadas por uma câmera de segurança mostram um dos assassinos em ação. Ele desce de uma motocicleta com uma pistola na mão, pouco antes de entrar no comércio para fazer os disparos na noite do último sábado (28). Segundos depois, sobe na garupa de uma motocicleta e foge do local, escoltado por outra moto, em que estavam mais dois bandidos da quadrilha de matadores.
Clayton, de 45 anos, e Paula, de 65, foram executados quando estavam em uma sorveteria, em Queimados, na Baixada Fluminense.
A polícia trabalha com a hipótese de que o alvo principal dos assassinos seria Clayton. Ele e a coordenadora de campanha estavam numa mesa quando foram atingidos por tiros. O homem que aparece descendo da motocicleta teria ido verificar se as duas vítimas estavam vivas ou mortas.
Ao encontrar Paula ferida por um disparo numa das pernas, ele atirou duas vezes contra a cabeça da secretária. Em seguida, o bandido fugiu. Damaceno era aliado político de Fábio Sperendio, pré-candidato a prefeito de Queimados, e Waguinho, prefeito de Belford Roxo.
Fábio, que é PM, teve o nome ligado a agente da corporação que faziam uma espécie de “bico ilegal” como seguranças de familiares do prefeito de Belford Roxo. A prefeitura chegou a manter, sem autorização da polícia, uma tropa clandestina de PMs ao serviço dele. A proximidade de Sperendio a Waguinho rendeu uma série de nomeações de familiares do policial.
Na prefeitura de Belford Roxo, Damaceno trabalhou como assessor do gabinete de Waguinho de junho de 2021 a março do ano seguinte. Entre novembro de 2022 e março deste ano, ele esteve lotado na secretaria de Educação com vencimentos de R$ 1.302.
— Ela respirava política. Era disputada por candidatos e tinha muitos argumentos para convencer os eleitores. Trabalhou com dois prefeitos e também na última campanha do Max Lemos. Deixou quatro filhos e alguns netos — disse um amigo da secretária, que pediu para não ser identificado.
Já o deputado federal Max Lemos afirma que Paula “merece a luta” para que a sua morte seja apurada.
— Além de ter trabalhado na minha campanha para deputado e a de prefeito, ela era militante ativa do PDT há mais de 30 anos. Ela merece a luta para que se apure um crime bárbaro desse. Estamos constrangidos. Já conversei com o Secretário de Polícia Civil e com o diretor (do Departamento geral de Policiamento) da Baixada. Eles se comprometeram a se empenhar para elucidar o caso. Inclusive, disse ao secretário que, se ele não tiver condições de apurar, que libere para a gente trazer a Polícia Federal. Já pedi, inclusive, uma audiência ao ministro (Flávio) Dino — disse Max Lemos.
Dezenas de pessoas foram até o Cemitério Municipal de Queimados para acompanhar o enterro de Paula, marcado para ocorrer às 16h desta segunda-feira. O caixão de Paula foi coberto com uma bandeira do Partido Democrático Trabalhista e por uma camisa do Flamengo, time de coração da vítima, onde há a inscrição “Paula 12 PDT”.
Com informações de O Globo





