O Exército Brasileiro apresentou ao governo e à Prefeitura do Rio, nesta quarta-feira (17), um projeto que prevê a realização de obras para revitalizar e restaurar o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo, na Zona Sul.
Orçada em R$ 58 milhões, a medida propõe intervenções estruturais, restauração de elementos históricos e melhorias nos espaços de visitação do complexo, um dos principais símbolos da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial.
Inaugurado há quase 66 anos, o monumento já passou por intervenções anteriores. A primeira ocorreu em 1972, após a identificação de problemas na plataforma em balanço. Uma obra mais ampla foi realizada em 2001, mas, segundo o Exército, o desgaste acumulado ao longo dos anos voltou a comprometer partes do complexo, motivando inspeções técnicas e estudos para recuperação.
Segundo o chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército, general Ricardo José Nigri, as intervenções, além de mirar os problemas estruturais, também buscam devolver ao monumento dos Pracinhas as condições originais de sua inauguração, em 1960.
“Essa revitalização tem quatro frentes. Ela é estrutural, porque ele cedeu um pouco e está correndo riscos. Houve muita infiltração interna que afetou esse patrimônio. O objetivo é trazê-lo à vida novamente da mesma forma como foi inaugurado em 1960”, afirmou à imprensa.
Exército busca captar recursos por meio da Lei Rouanet
Do orçamento totalizado, o Exército tem R$ 18 milhões garantidos. Desse montante, R$ 4 milhões são de recursos das Forças Armadas e R$ 14 milhões foram obtidos por meio de um acordo de cooperação firmado em 2025 entre o Ministério da Defesa e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Para arrecadar os R$ 40 milhões restantes, a instituição planeja utilizar a Lei Rouanet e buscar parcerias com o governo, a prefeitura e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Apesar de o valor total ainda não ter sido alcançado, a primeira fase dos trabalhos, que envolve o escoramento da estrutura, além de intervenções no lago e na escadaria principal, já foi iniciada.
“Faltam cerca de 40 milhões. Nós estamos procurando, através da Lei Rouanet, lei de incentivo a cultura, isenções de impostos e parceiros. A busca é de parceria com o Governo do Estado, com a Prefeitura do Rio e com a Firjan para nos ajudar a completar esses valores”, explicou.
Monumento aos Pracinhas
Inaugurado em 5 de agosto de 1960 e idealizado pelo marechal João Baptista Mascarenhas de Moraes, comandante da Força Expedicionária Brasileira (FEB), o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial homenageia os brasileiros que perderam a vida durante o conflito.
O complexo abriga os restos mortais de 467 combatentes brasileiros mortos na Campanha da Itália e registra ainda os nomes de mais de 2,2 mil integrantes da Marinha de Guerra, da Marinha Mercante e do Exército que morreram durante a guerra.
Entre seus principais espaços estão o mausoléu, o Túmulo do Soldado Desconhecido, esculturas em homenagem às Forças Armadas e uma área expositiva dedicada à participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.
Considerado um dos marcos históricos mais importantes da cidade, o monumento recebe visitantes, pesquisadores e estudantes interessados em conhecer a trajetória da Força Expedicionária Brasileira e a participação do país no conflito que marcou o século XX.






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