O Relógio da Glória, um dos ícones históricos mais reconhecíveis do Rio de Janeiro, celebrou nesta terça-feira (15) seus 120 anos de existência. Instalado na Rua da Glória, na Zona Sul, o monumento, que foi restaurado recentemente, continua funcionando com a sua original engrenagem centenária. Como informa O Dia, a revitalização foi conduzida pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos e incluiu manutenção detalhada, limpeza e reparos necessários para preservar sua estrutura.
Durante cerca de um mês, técnicos da Gerência de Monumentos realizaram uma série de ações, incluindo a pintura da caixa de ferro fundido, a conservação da engrenagem e a adaptação de medidas para evitar o acúmulo de água da chuva, o que poderia prejudicar o funcionamento da peça histórica. O relógio, que foi instalado em 1905 durante a gestão do prefeito Pereira Passos, ainda opera com a tecnologia da época e permanece tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).
“Este não é apenas um relógio. Ele é um símbolo de identidade, de pertencimento e de um marco da urbanização moderna da cidade. Restaurar o Relógio da Glória é devolver ao carioca um pedaço da sua própria história”, disse Diego Vaz, secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, destacando a importância do monumento para a memória coletiva da cidade.
O relógio foi fabricado pela empresa alemã Krussman e é sustentado por uma coluna de pedra, com quatro mostradores visíveis. Ele integra a balaustrada da Rua da Glória, na encosta que liga a Lapa ao bairro da Glória. A inscrição original na estrutura recorda que o relógio foi construído sob a administração de Pereira Passos: “Construído sob a Administração do Prefeito Pereira Passos – 1905”.
O bairro da Glória, onde o Relógio está localizado, é uma das áreas mais tradicionais da cidade, conhecido por seus casarões coloniais e pela Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, patrimônio fundamental da história carioca. O monumento, ao lado de outros marcos históricos da região, continua a ser um símbolo de transformação e modernização da cidade, que, no início do século XX, buscava se tornar uma metrópole organizada e com referências de planejamento urbano europeu.





