Policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) apreenderam um fuzil calibre 7.62 durante um tiroteio entre bandidos na Taquara, Zona Sudoeste do Rio, nesta quarta-feira (16). A arma foi encontrada após o fim do confronto.
Segundo a PM, os agentes receberam informações sobre uma troca de tiros entre traficantes e milicianos na Avenida André Rocha, nas proximidades da Coca-Cola. Os envolvidos, que estavam em um carro branco e em uma motocicleta, seguiram em direção à Merck.
Durante o cerco, os agentes localizaram o veículo na Rua Miguel Salazar, perto da Cidade de Deus. Ainda de acordo com a corporação, os ocupantes atiraram nos policiais e houve tiroteio.
Em seguida, os suspeitos abandonaram o carro e conseguiram fugir. A equipe, então, encontrou o fuzil com a numeração raspada e um carregador. O material foi encaminhado à 32ª DP (Taquara), que investiga o caso.
Assista ao vídeo:
Histórico de confrontos entre bandidos e milicianos
Conhecida por mais de duas décadas como um forte reduto paramilitar, a Taquara viu a estabilidade do seu domínio ser quebrada por invasões armadas, rachas internos e uma ostensiva expansão do Comando Vermelho (CV). Historicamente, as milícias mantinham o controle de comunidades estratégicas, Teixeiras e Colônia Juliano Moreira, com cobrança de taxas de segurança e monopólio de serviços como gatonet e venda de gás.
A dinâmica de poder na região mudou radicalmente em meados de 2022, quando o Comando Vermelho iniciou uma ofensiva partindo da Cidade de Deus e de outros complexos para tomar os pontos de venda e territórios. A desestabilização da milícia se acelerou em 2023 devido a rachas internos, nos quais paramilitares trocaram de lado e se aliaram ao tráfico, fornecendo rotas de acesso e mapeamento tático do terreno aos invasores.
Os grupos milicianos remanescentes passaram a buscar alianças pontuais com o Terceiro Comando Puro (TCP) para tentar deter o avanço rival, transformando a Taquara em ponto de disputa.







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