O vereador licenciado Senival Moura, que pediu afastamento do PT após ser preso em junho, foi detido novamente na manhã desta quarta-feira (28), em São Paulo. Ele é investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público da capital paulista.
A nova prisão foi determinada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) após um recurso do Ministério Público contra a decisão que havia colocado o parlamentar em liberdade, em agosto. Além de Moura, outras seis pessoas tiveram a prisão novamente decretada.
Os mandados são cumpridos pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público paulista. Cinco dos sete alvos já foram presos, enquanto dois permanecem procurados.
Soltura ocorreu em agosto
Moura estava em liberdade desde 5 de agosto, por determinação da desembargadora Carla Rahal Benedetti, da 11ª Câmara Criminal do TJ-SP.
Na ocasião, a magistrada entendeu que o prazo da prisão temporária deveria ser de cinco dias, e não de 30 dias. Com base nessa avaliação, determinou a soltura do vereador.
O Ministério Público recorreu da decisão. Segundo as informações da investigação, o pedido de prisão dos sete principais envolvidos foi apresentado após a conclusão do inquérito, antes da eleição. O cumprimento das ordens ocorreu nesta quarta-feira, depois do período de restrições eleitorais às prisões.
Investigação começou com operação em junho
Senival Pereira de Moura foi preso pela primeira vez em 25 de junho, durante a Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Após aquela prisão, ele solicitou afastamento do PT.
Os investigadores apontam o vereador como uma das figuras centrais do suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC no sistema de transporte público paulistano.
O inquérito foi concluído antes da eleição e resultou na denúncia de 21 pessoas à Justiça de São Paulo. Nesse contexto, o Ministério Público pediu a prisão dos sete apontados como os principais envolvidos.
Cinco investigados já foram presos
Além de Senival Moura, foram presos Lourival de França Monário, Jair Ramos de Freitas, Osiel Bernardino Pinto e Fábio Fernandes de Souza.
Devanil Sousa Nascimento e Leonel Moreira Martins também são alvos dos mandados expedidos pelo TJ-SP, mas continuam procurados.
Segundo o g1, a defesa do vereador licenciado foi procurada, mas não havia sido localizada até a publicação das informações.







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