Flávio foge para os EUA mas ainda custará R$ 384 mil por mês aos cofres públicos brasileiros

Gabinete do parlamentar no Senado, que reúne 15 servidores comissionados e um efetivo, segue mantido com recursos públicos

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A estrutura do gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) continua custando pelo menos R$ 384 mil por mês aos cofres públicos, mesmo com a saída do parlamentar do Brasil em direção aos Estados Unidos. Segundo levantamento do Metrópoles, o senador mantém funcionários em Brasília e no Rio de Janeiro, e seu mandato termina em janeiro de 2027.

Na capital federal, o gabinete reúne 15 servidores comissionados e um efetivo. Outros cinco funcionários pagos pelo Senado trabalham no escritório de apoio no Rio. De acordo com a publicação, esse espaço tem custo de R$ 2,1 mil.

Até o momento das informações divulgadas, Flávio não havia apresentado ao Senado documento para formalizar seu afastamento.

Saída pela Argentina

Derrotado por Lula no segundo turno da eleição presidencial, Flávio deixou o Brasil depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega de seus passaportes.

O senador e seus familiares atravessaram a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27). Em seguida, embarcaram em um avião privado que fez escala em Guayaquil, no Equador, antes de seguir para Miami.

A aeronave decolou do Equador às 6h22 desta quarta-feira (28), no horário de Brasília. Segundo o FlightAware, a chegada ao aeroporto Opa-locka Executive estava prevista para aproximadamente 10h40.

PF apontou risco de fuga

A apreensão dos passaportes foi solicitada pela Polícia Federal, que apontou risco de fuga diante das investigações das quais o parlamentar é alvo.

Entre os argumentos apresentados, a corporação citou a manifestação de Eduardo Bolsonaro em defesa da saída do irmão do país caso ele perdesse a disputa presidencial. Eduardo está nos Estados Unidos desde março de 2025.

A determinação de Moraes ocorreu nesse contexto, mas Flávio deixou o território brasileiro sem entregar os documentos no prazo estabelecido.

Gabinete permanece ativo

A situação difere da saída do ex-deputado Alexandre Ramagem, aliado do senador. Segundo o Metrópoles, Ramagem deixou o Brasil em setembro de 2025 durante uma licença na Câmara dos Deputados.

Flávio, por sua vez, não havia formalizado afastamento no Senado até a divulgação da reportagem. A saída do país, portanto, não foi acompanhada da desmobilização de sua estrutura parlamentar.

Nos casos de Ramagem e Eduardo Bolsonaro, os gabinetes foram mantidos até a cassação dos respectivos mandatos. O mandato de Flávio no Senado se encerra em janeiro de 2027.

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