Vereador do Ceará ironiza apoio recebido por atriz e diz que autismo se ‘cura na chibata e na peia’

O vereador Eúde Lucas (PDT-CE) ironizou o apoio recebido pela atriz Letícia Sabatella, recentemente diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista, conhecida como TEA, e disse que esta condição se “cura” com violência física. A fala foi em sessão na Câmara Municipal de Jucás, no Ceará. Eúde afirmou que “era autista”, mas que seu pai o…

O vereador Eúde Lucas (PDT-CE) ironizou o apoio recebido pela atriz Letícia Sabatella, recentemente diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista, conhecida como TEA, e disse que esta condição se “cura” com violência física. A fala foi em sessão na Câmara Municipal de Jucás, no Ceará.

Eúde afirmou que “era autista”, mas que seu pai o “curou” com violência física. “Eu era autista, só que meu pai tirou o autista na peia. Naquele tempo tirava autista era na chibata. Porque era um menino meio traquino”.

O comentário do vereador, que também preside a Câmara de Jucás, foi em referência ao apoio que a atriz Letícia Sabatella recebeu nos últimos dias. Em entrevista à TV Globo, Sabatella declarou que foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista depois de adulta.

Ontem, Lucas apresentou um projeto que institui uma carteira de identificação para pessoas autistas no município. A medida teria como objetivo “assegurar que pessoas com esse transtorno tenham seus direitos garantidos”.

Após a repercussão das declarações, o vereador publicou uma nota afirmando que suas falas foram “tiradas de contexto” e que se fosse testado, “apresentaria algum grau de autismo”. Ele também pediu desculpas a familiares de pessoas autistas que podem ter se sentido ofendidas.

Os sinais de autismo, em geral, se manifestam nos primeiros meses de vida. No entanto, nesse momento, ainda é difícil percebê-los.

É importante ressaltar que nem todas as pessoas com autismo vão apresentar as mesmas características, devido à amplitude do espectro e a particularidade de cada caso. Em graus mais elevados, podem manifestar ausência de comunicação verbal e dependência para realização de atividades do dia a dia.

Uma vez diagnosticado, indica-se um acompanhamento multidisciplinar, que pode envolver profissionais como neurologistas, psicólogos, psiquiatras e fonoaudiólogos. Quando algum sintoma causa prejuízo no dia a dia, o uso de medicação pode ser necessário.

Com informações do Uol.

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