Venezuela revoga licenças aéreas após alerta dos EUA e atinge companhia brasileira

Gol está entre as empresas citadas, mas revogação afeta apenas a operação da Latam na Colômbia; Maduro acusa adesão a “terrorismo de Estado”

O governo da Venezuela revogou nesta quinta-feira a licença de operação de seis companhias aéreas internacionais que reduziram ou suspenderam voos no país após um alerta emitido pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos. As empresas atingidas são Gol (Brasil), Latam Colombia (Colômbia), Ibéria (Espanha), TAP (Portugal), Avianca (Colômbia) e Turkish Airlines (Turquia). A Latam Brasil não foi afetada.

Alerta dos Estados Unidos elevou tensão diplomática

A crise ganhou força após um aviso emitido na última sexta-feira pela FAA, agência reguladora de aviação dos Estados Unidos. O comunicado orientou empresas estadunidenses a redobrarem a cautela ao voar sobre a Região de Informações de Voo de Maiquetía, que cobre grande parte do espaço aéreo venezuelano.

Segundo o alerta, a recomendação se deve ao “aperfeiçoamento da situação de segurança” no país e ao aumento da movimentação militar na região. A FAA destacou que eventuais ameaças podem afetar aeronaves em qualquer altitude, tanto durante sobrevoos quanto nas fases de aproximação, partida e operações próximas ao solo. A agência também advertiu que aeroportos e aeronaves estacionadas na Venezuela podem estar sob risco.

A diretriz determina que voos planejados dentro do espaço aéreo venezuelano sejam comunicados à agência com pelo menos 72 horas de antecedência. O alerta permanecerá em vigor de 21 de novembro de 2025 até 19 de fevereiro de 2026.

Maduro reage e cumpre promessa após prazo de 48 horas

Após a emissão do alerta, o tráfego aéreo sobre a Venezuela recuou significativamente, levando à suspensão temporária de operações por diversas companhias internacionais. A resposta do presidente Nicolás Maduro foi imediata. Ele criticou publicamente as empresas que cancelaram voos e estabeleceu prazo de 48 horas para que retomassem a normalidade. Caso contrário, advertiu, perderiam a licença para operar no país.

O prazo expirou sem reversão das suspensões, e o governo venezuelano anunciou a revogação das autorizações. Em comunicado, o país acusou as companhias de “terem aderido às ações de terrorismo de Estado promovidas pelo governo dos EUA”, ampliando a tensão diplomática já elevada entre Caracas e Washington.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading