Familiares, amigos e admiradores se despedem na próxima segunda-feira (4), da vereadora Luciana Novaes (PSD) em cerimônia na Câmara do Rio. O velório da parlamentar foi marcado para às 10h no Saguão do Palácio Pedro Ernesto, sede da Casa, e será aberto ao público.
A parlamentar morreu nesta segunda-feira (27), aos 42 anos, após complicações de saúde. Segundo a família, o quadro evoluiu para morte encefálica, confirmada por exames médicos.
Os parentes informaram que agora irão tentar viabilizar a doação de órgãos, um desejo manifestado por Luciana ainda em vida. Para isso, o corpo foi mantido em ventilação mecânica, procedimento necessário para preservar os órgãos até a realização da captação, prevista para ocorrer a partir das 20h desta quarta-feira (29), podendo levar cerca de 12h.
Em nota, a família destacou o gesto como parte da trajetória da vereadora. “Até em sua despedida escolheu semear vida: seus órgãos serão doados, gesto que traduz com perfeição quem ela sempre foi”, diz trecho do comunicado.
Trajetória marcada por superação
Luciana Novaes construiu uma trajetória política ligada à defesa dos direitos das pessoas com deficiência e de grupos em situação de vulnerabilidade. Em 2003, quando cursava enfermagem, foi atingida por uma bala perdida no campus da Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido, episódio que a deixou tetraplégica e dependente de ventilação mecânica.
Após um longo processo de reabilitação, formou-se em Serviço Social e ingressou na vida pública. Foi eleita vereadora pela primeira vez em 2016, tornando-se a primeira pessoa tetraplégica a ocupar uma cadeira na Câmara do Rio. Ao longo dos mandatos, apresentou diversos projetos voltados à acessibilidade e ao atendimento de pessoas com deficiência na cidade, tendo cerca de 200 leis aprovadas — no primeiro mandato, foi campeã em aprovação de propostas. Na Casa, também exerceu a presidência da Comissão da Pessoa com Deficiência.
Além da defesa das pessoas com deficiência, também tinha como pauta os direitos dos idosos; a inclusão de pessoas em situação de rua; o combate à corrupção, pobreza e desigualdade; além da segurança pública.
Repercussão
A morte da parlamentar gerou manifestações de pesar de autoridades e colegas de Legislativo. O prefeito Eduardo Cavaliere chegou a decretoar luto oficial de três dias no município.
Em nota, o presidente da Câmara, Carlo Caiado (PSD), destacou a trajetória da vereadora. “Luciana foi mais do que uma parlamentar atuante. Foi símbolo de perseverança e superação”, afirmou.






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