A sabatina do advogado-geral da União Jorge Messias no Senado Federal marcou um novo capítulo no processo de indicação ao Supremo Tribunal Federal. Com duração de oito horas, a sessão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) se tornou a quinta mais longa entre os atuais ministros da Corte.
Com a aprovação na comissão, o nome de Messias segue agora para o plenário, onde será submetido à votação final dos senadores.
Sabatina entra para ranking histórico
A duração da sabatina colocou Messias ao lado de outros ministros que enfrentaram longas jornadas no Senado. O tempo de oito horas o posiciona atrás de nomes como Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Flávio Dino, cujas sabatinas ultrapassaram dez horas.
O número reforça o grau de atenção política e institucional em torno da indicação, além de evidenciar o nível de questionamento feito pelos senadores ao longo da sessão.
Articulação política foi decisiva
A realização da sabatina ocorreu após uma articulação política que se intensificou nos dias anteriores. O movimento teve início em uma conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Segundo relatos, Alcolumbre indicou que não atuaria para barrar a indicação, desde que houvesse diálogo com os senadores. A partir daí, o governo ampliou a mobilização para consolidar apoio.
Lideranças como Jaques Wagner, Randolfe Rodrigues e Rodrigo Pacheco participaram da articulação, buscando reduzir resistências e organizar o ambiente político.
Apoios dentro e fora do Senado
No meio jurídico, o nome de Messias encontrou baixa resistência. Ministros do STF, como Cristiano Zanin e Kassio Nunes Marques, demonstraram apoio, enquanto André Mendonça atuou como interlocutor junto a setores mais conservadores.
A articulação também incluiu lideranças religiosas. O apóstolo Estevam Hernandes e o bispo César Augusto participaram da mobilização externa, enquanto a senadora Eliziane Gama atuou na interlocução dentro do Senado. Já o pastor Silas Malafaia evitou se posicionar publicamente contra a indicação.
Votação ainda é decisiva
Messias chegou à sabatina com um número expressivo de votos ainda não declarados. A projeção entre aliados aponta cerca de 48 votos favoráveis no plenário, número próximo ao mínimo necessário de 41 para aprovação.
Apesar disso, o cenário ainda é considerado sensível, já que a margem é reduzida e o voto é secreto, o que impede previsões definitivas.
Com a aprovação na CCJ e a inclusão entre as sabatinas mais longas da atual composição do STF, o processo entra agora em sua fase decisiva, com expectativa de votação no plenário do Senado.
Veja a duração das sabatinas dos ministros do STF
- Edson Fachin — 12h39
- Alexandre de Moraes — 11h39
- Flávio Dino — 10h35
- Nunes Marques — 10h
- André Mendonça — 8h
- Jorge Messias — 8h
- Cristiano Zanin — 7h42
- Dias Toffoli — 7h21
- Luiz Fux — 6h31
- Gilmar Mendes — 4h54
- Cármen Lúcia — 2h44






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