Veja os novos itens liberados nas cestas de custódia dos presídios do Rio de Janeiro

Secretaria de Administração Penitenciária do RJ atualiza lista de produtos das cestas de custódia, incluindo alimentos industrializados, itens de higiene e até cosméticos, em modelo pioneiro que já desperta interesse de outros estados.

As cestas de custódia dos presídios do Rio de Janeiro ganharam uma nova lista de produtos autorizados pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). A atualização, publicada no Diário Oficial do Estado na última quinta-feira (21), redefine o que pode ser adquirido pelos internos através do sistema de e-commerce implantado em 2023, após o fechamento das antigas cantinas privadas investigadas por superfaturamento.

Entre os alimentos liberados, estão desde itens básicos como pão francês, bisnaguinhas e arroz até produtos inusitados como mac and cheese sabor cheddar, lasanha congelada, fettucine com parmesão e bacon, pipoca de micro-ondas e até geleia de mocotó. Também entram na lista frios embalados a vácuo, bolo industrializado, refrigerantes e gelo em escama, todos fornecidos por empresas contratadas via licitação.

Mas a novidade não para na alimentação. Produtos de higiene e estética, como creme depilatório, alisante de cabelo, desodorante, maquiagem básica e até bijuterias simples, também foram liberados. Já para a limpeza, os internos poderão receber sabão líquido, detergente, cloro, esponja de louça e outros utensílios. O pacote se completa com roupas de uso pessoal, lençóis, toalhas, calçados sem cadarço e até cadernos, canetas e bíblias.

De acordo com a resolução, todas as compras devem passar por scanner, conferência de nota fiscal e checagem antes de chegar aos presos. Há limites: cada interno só pode receber até seis pães franceses e o valor total das aquisições não pode ultrapassar dois salários mínimos por semana, mesmo que haja mais de um visitante cadastrado. Além disso, certos produtos continuam proibidos, como pães com grãos e açúcar mascavo.

Outra mudança é que advogados dos presos também poderão utilizar o sistema, desde que estejam devidamente cadastrados e com a inscrição na OAB vinculada.

Segundo a Seap, o Rio de Janeiro é o primeiro estado do país a adotar esse modelo de fornecimento de itens aos internos, que já despertou interesse de unidades prisionais em Piauí, Santa Catarina e Minas Gerais, onde a implementação também é estudada.

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