O deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) realizou uma vistoria no presídio Ary Franco, no último fim de semana, e encontrou indícios de um esquema de comércio ilegal dentro da unidade. A visita, que também incluiu o depósito de uma das empresas fornecedoras das cestas de custódia dos presos, revelou um possível mecanismo de favorecimento ilícito, segundo o parlamentar.
Knoploch afirma que as cantinas do presídio foram fechadas sob o pretexto de irregularidades, mas que, na realidade, um novo sistema de comércio interno foi estabelecido, com a venda de produtos superfaturados por meio dos fornecedores das cestas de custódia.
“Constatei o que já vinha recebendo de denúncia, que é um novo mecanismo de favorecimento ilícito”, declarou o deputado. “O que se viu na cesta é um comércio ilegal de produtos que, além da majoração de preços através desses fornecedores, existe um comércio sistêmico em várias cadeias. Isso significa dizer que isso não é de um preso ou atípico, mas sim de todo o sistema.”
O esquema funciona da seguinte forma: cada preso recebe um pacote individual com itens idênticos, comprados por seus familiares no site da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Segundo o deputado, esses pacotes são, na verdade, destinados ao comércio interno, já que não há cantina no presídio. “O estado legalizou o que é ilegal porque o preso tem dinheiro, mas não tem cantina”, criticou Knoploch.
Além disso, a vistoria revelou outras condições precárias no presídio. Com uma população de 1,2 mil presos, o Ary Franco conta com apenas seis agentes penitenciários por plantão. “Não tem um extintor de incêndio para salvar os guardas em caso de incêndio”, denunciou o deputado.
A Seap já havia se pronunciado negando as denúncias do parlamentar, informando, inclusive, que todos os contratos de alimentação dos dois últimos anos foram licitados.





