O sucesso de público e impacto econômico do projeto “Todo mundo no Rio” garantiu sua continuidade pelos próximos anos. A Riotur informou, na madrugada deste domingo (3), que o evento — que já levou nomes como Madonna, Lady Gaga e Shakira à Praia de Copacabana — está assegurado ao menos até 2028.
A edição deste ano, impulsionada pela apresentação de Shakira, deve movimentar cerca de R$ 800 milhões na economia carioca, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) em parceria com a Riotur. O efeito se espalha por setores como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio.
Multidão em Copacabana
O show de Shakira reuniu cerca de 2 milhões de pessoas na noite deste sábado (2), segundo estimativa oficial da prefeitura do Rio. O número consolida o evento como um dos maiores espetáculos musicais já realizados na cidade.
“Todo Mundo no Rio com Shakira: 2 milhões de pessoas. A Loba fez história no Rio. Pode espalhar porque é número oficial da Prefeitura”, escreveu o prefeituo Eduardo Cavaliere nas redes sociais.
A apresentação teve início com um espetáculo de drones que iluminou o céu da orla. Em clima de emoção, a cantora colombiana falou em português e relembrou sua ligação com o Brasil.
“Pensar que cheguei aqui com 18 anos, sonhando em cantar para vocês… e acabei me apaixonando por vocês. Brasil, eu te amo. É mágico ver milhões de almas juntas, prontas para cantar, se emocionar, dançar e lembrar o mundo do que é realmente importante.”
Durante o show, Shakira também fez uma homenagem às mulheres, destacando temas de força e superação.
“Nós, mulheres, cada vez que caímos, nos levantamos mais sábias, mais fortes e mais resilientes. As mulheres já não choram. Por isso, esse show é para todas nós. Sozinhas podemos ser mais vulneráveis, mas juntas somos invencíveis.”
O espetáculo contou ainda com participações de artistas brasileiros como Anitta, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Ivete Sangalo, que dividiram o palco com a estrela internacional.
Comparações históricas
Apesar da multidão, o público ficou ligeiramente abaixo do registrado no show de Lady Gaga, que reuniu 2,1 milhões de pessoas em 2025, também segundo a Riotur. Já a apresentação de Madonna, em 2024, levou 1,6 milhão — número semelhante ao dos Rolling Stones em 2006.
O recorde histórico de público em Copacabana segue com Rod Stewart, que, em 1994, reuniu entre 3,5 milhões e 4,2 milhões de pessoas. O feito entrou para o Guinness Book como o maior show gratuito da história, embora haja controvérsias sobre a metodologia da contagem, que teria incluído frequentadores da orla durante o réveillon.
Efeito no turismo e na economia
Além do impacto imediato, os megashows vêm se consolidando como ferramenta estratégica para impulsionar o turismo no Rio de Janeiro. Dados do Observatório do Turismo Carioca indicam crescimento expressivo no fluxo de visitantes durante eventos desse porte.
Em 2024, o feriado do Dia do Trabalho registrou aumento de 34,2% no número de turistas em relação ao ano anterior. Já em 2025, o crescimento chegou a 90,5% na comparação com 2023.
A arrecadação municipal também reflete esse movimento. Em maio de 2025, o ISS relacionado a serviços de turismo, eventos e transporte alcançou R$ 66,8 milhões, com alta real de 23,2% em relação a maio de 2023. Frente a maio de 2024, o avanço foi de 8,2%.
Projeção global do Rio
Outro efeito relevante dos eventos é a visibilidade internacional. A estimativa para 2026 aponta cerca de US$ 250 milhões em mídia espontânea gerada globalmente. Somadas, as edições de 2024 e 2025 já produziram aproximadamente US$ 500 milhões em exposição para a cidade.
Com a confirmação do projeto até 2028, o Rio aposta na continuidade dos megashows como motor econômico e vitrine internacional, consolidando Copacabana como um dos maiores palcos a céu aberto do mundo.






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