Ronald Nogueira
A demora de Flávio Bolsonaro para escolher o nome que vai preencher o vácuo deixado pelo ex-governador Cláudio Castro como candidato ao Senado do PL pelo Rio tem feito com que Pedro Paulo ganhe terreno no interior. À espera de uma possível oficialização para concorrer ao pleito pelo partido de Jair Bolsonaro, nomes como Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante e Carlos Portinho não conseguem colocar “o bloco na rua” pelo cargo.
Em paralelo, o pessedista avança. Nos últimos dias, Pedro Paulo se aproximou, inclusive, de correligionários de Jair Bolsonaro, que não sabem a quem declarar apoio. Ramon Gildate, de Casimiro de Abreu, José Willian, de São Fidélis, e Léo Pelanca, de Italva, foram alguns dos nomes do PL que estiveram com o aliado de Eduardo Paes.
Apesar de o PL congregar o apoio da maioria dos prefeitos do estado (estima-se que ao menos 65 dos 92 prefeitos vão compor palanques para Douglas Ruas e o candidato da família Bolsonaro ao Senado), Pedro Paulo avança em reuniões e encontros através de deputados, vereadores e aliados conquistados à boca miúda, enquanto o PL não anuncia seu nome à Casa Alta do Congresso.
De acordo com lideranças do partido, havia a expectativa de que Flávio definisse o candidato até a semana passada, o que não ocorreu. Desde então, Pedro Paulo se reuniu com prefeitos, peregrinou o interior e cumpriu atividades que o aproximam do eleitorado.
A definição de um palanque sólido do PL é vista como fundamental até mesmo para os planos de Douglas Ruas em ocupar o Palácio Guanabara. É que a partir desta definição, a coligação poderia pensar em ações conjuntas para conquistar eleitores.






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