A definição do nome que substituirá o ex-governador Cláudio Castro (PL) na corrida ao Senado entrou na reta final e deve ser concluída ainda esta semana. Enquanto o PL aguarda os resultados de pesquisas internas encomendadas a pedido do senador Flávio Bolsonaro, um nome que não figura entre os favoritos oficiais passou a ganhar espaço nos bastidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj): o deputado estadual Felippe Poubel (PL).
Embora as principais apostas da legenda continuem concentradas nos deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, e no do atual senador Carlos Portinho (PL), setores do partido mais identificados com o bolsonarismo têm demonstrado entusiasmo com uma eventual candidatura de Poubel à vaga aberta após a desistência de Cláudio Castro.
Corrida pela vaga
A disputa ganhou novos contornos depois que Castro anunciou, na última quinta-feira (28), que não concorreria mais ao Senado. A decisão foi tomada em meio ao avanço das investigações da Polícia Federal relacionadas aos casos envolvendo o Banco Master e o Grupo Refit.
Desde então, o PL passou a discutir alternativas para manter sua estratégia eleitoral no estado. Cavalcante, líder do PL na Câmara dos Deputados, e Jordy, participaram, na segunda-feira (1º), de uma agenda ao lado de Flávio Bolsonaro na Zona Sul do Rio. O que se fala é que Flávio teria preferência por Cavalcante. Porém, o martelo será batido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Perfil bolsonarista
Mesmo fora da lista principal de cotados, Poubel tem sido lembrado por integrantes da ala mais identificada com o bolsonarismo. Deputado estadual em segundo mandato, ele construiu sua atuação política com forte presença nas redes sociais e pautas voltadas à segurança pública e à fiscalização de serviços públicos.
Entre as bandeiras que mais projetaram seu nome está a atuação contra o que ele classifica como “Máfia dos Reboques”, tema que o levou a participar de debates sobre mudanças na legislação relacionada ao trânsito e às operações de remoção de veículos.
Nos corredores da Assembleia, aliados avaliam que seu perfil mais combativo e a identificação com a base bolsonarista podem colocá-lo no radar da legenda caso o partido decida ampliar o leque de opções para a disputa.
Decisão nos próximos dias
A escolha do candidato é considerada estratégica para o PL no Rio de Janeiro. Pelo acordo firmado entre o partido e a federação União Progressista, a legenda indicará um candidato ao governo do estado, representado pelo presidente da Alerj, Douglas Ruas, e uma das vagas ao Senado. A outra candidatura ao Senado ficou com o União Brasil, que indicou o ex-prefeito de Belford Roxo, Marcio Canella.






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