O PL iniciou uma consulta interna para definir quem substituirá o ex-governador Cláudio Castro na disputa por uma vaga ao Senado nas eleições deste ano. O levantamento, encomendado a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vai medir o desempenho eleitoral de três nomes do partido: o líder da legenda na Câmara, Sóstenes Cavalcante, o deputado federal Carlos Jordy e o senador Carlos Portinho.
A movimentação ocorre após Castro anunciar, na última quinta-feira, a desistência de sua pré-candidatura ao Senado. A decisão foi comunicada por meio de um vídeo publicado nas redes sociais e ocorreu em meio ao avanço das investigações envolvendo o banco Master e a refinaria Refit.
Nos corredores do PL, o resultado da pesquisa servirá como base para a escolha do novo nome que representará o partido na disputa, mas a palavra final caberá ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em agenda realizada no Rio ao lado de Flávio Bolsonaro, Carlos Jordy afirmou que a definição pode ocorrer ainda nos próximos dias. Segundo ele, os nomes dele, de Sóstenes Cavalcante e de Carlos Portinho foram levados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que decidiu submeter a escolha a uma pesquisa interna para identificar o candidato mais competitivo para a disputa ao Senado.
“Flávio levou os três nomes para o presidente Bolsonaro, e ele achou que seria melhor que fosse feita uma pesquisa para que a gente possa ter o nome mais viável eleitoralmente”, afirmou.
Jordy também avaliou que a substituição de Cláudio Castro tende a beneficiar a chapa do partido no estado, diante do desgaste provocado pelas recentes investigações envolvendo o ex-governador. “Eu tenho certeza de que vai afetar positivamente um nome novo e que não esteja tão associado às questões que nós vimos aí, que são prejudiciais para uma campanha”, disse.
Escolha passa pelo aval de Bolsonaro
Outro nome cotado para a vaga, Sóstenes Cavalcante minimizou a existência de uma disputa interna pela indicação e afirmou que a definição será tomada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o deputado, não houve qualquer sinalização sobre quem será o escolhido, embora seu nome esteja entre os avaliados pelo partido. “Me sinto lisonjeado, meu nome está sendo avaliado, mas vou aguardar com muita tranquilidade”, disse.
Já Carlos Portinho, que havia anunciado em abril sua pré-candidatura a deputado federal, voltou a colocar seu nome à disposição para a disputa ao Senado. O senador afirmou ter comunicado a Flávio Bolsonaro que está disposto a rever seus planos eleitorais caso o partido considere sua candidatura a melhor alternativa para a vaga. Segundo ele, o principal objetivo da legenda é fortalecer o projeto político liderado por Jair Bolsonaro.
Reorganização da chapa no Rio
A definição do novo candidato ao Senado também influencia a montagem da chapa encabeçada por Douglas Ruas, presidente da Alerj, no estado. Com a saída de Cláudio Castro da disputa, o PL trabalha para preencher a vaga com um nome da própria legenda, preservando o espaço que considera estratégico na composição eleitoral.
Nos bastidores, chegou a ser cogitada a possibilidade de o posto ser ocupado por um representante da federação União Progressista, como o ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi (PP). Dirigentes do PL, porém, indicam que a prioridade é manter a candidatura dentro do partido, e avaliam que uma eventual mudança nesse desenho dependeria de alterações mais amplas na composição da chapa, incluindo uma desistência de Márcio Canella.
*Com informações do jornal O GLOBO.





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