‘Vampetaço’ contra tarifa de Trump: brasileiros viralizam com ação na web

Imagem tem sido usada como forma de ataque digital a perfis de figuras públicas norte-americanas

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Uma onda de protestos inusitada tomou conta das redes sociais nos últimos dias: brasileiros estão promovendo o chamado “vampetaço” como forma de protestar contra o tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil, anunciado sob a gestão do presidente norte-americano Donald Trump.

O termo “vampetaço” faz referência ao ex-jogador da Seleção Brasileira Vampeta, cuja foto nu na capa da revista G Magazine, de 1999, foi resgatada como símbolo de irreverência e afronta nas redes. A imagem — frequentemente acompanhada de montagens com mensagens críticas ou irônicas — tem sido usada como forma de ataque digital a perfis de figuras públicas norte-americanas envolvidas na tensão comercial.

Entre os principais alvos estão Trump, o Representante Comercial dos EUA (USTR) e o ator Rob Schneider, conhecido por seus papéis em comédias e por apoiar abertamente o ex-presidente. Schneider recebeu centenas de comentários com a imagem de Vampeta após criticar o Brasil em meio ao embate diplomático.

O movimento ganhou força após a informação de que o sistema de pagamentos brasileiro pix virou alvo de investigação nos Estados Unidos por suposta “prática desleal”, atendendo a uma solicitação de Trump. A medida, somada à imposição de tarifas sobre produtos brasileiros, gerou forte reação nas redes sociais.

O que é o ‘vampetaço’?

O “vampetaço” consiste na postagem em massa da famosa foto de Vampeta nos comentários de perfis públicos, como forma de protesto ou provocação. A imagem original costuma ser editada para incluir mensagens cobrindo a genitália do ex-jogador. Veja algumas:

A ação é uma evolução de um tipo de protesto digital popular entre internautas brasileiros, já usado em outras ocasiões — como em brigas de torcidas de futebol, disputas de fandoms do Big Brother Brasil e até contra o bilionário Elon Musk, após críticas ao STF em 2024.

Desta vez, o “vampetaço” se tornou uma forma bem-humorada — mas politicamente carregada — de contestar as medidas comerciais dos EUA e defender a soberania do sistema financeiro brasileiro.

Apesar do tom jocoso, o protesto expõe o descontentamento com a escalada de tensões entre os dois países e mostra como a cultura digital brasileira transforma memes em instrumentos de resistência política.

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