Os profissionais da Rede Municipal de Educação de Petrópolis iniciam nesta quinta-feira (10) uma paralisação de 24 horas nas unidades escolares do município. A mobilização ocorre após a aprovação, em assembleia geral, do estado de greve da categoria.
A paralisação foi anunciada no fim de agosto pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe/Petrópolis). Entre as principais reivindicações estão o reajuste salarial, o pagamento do piso nacional do magistério e a regularização de pendências relacionadas aos servidores aposentados.
Categoria cobra reajuste salarial
Segundo informações divulgadas pelo Sepe/Petrópolis, a categoria reivindica um reajuste superior a 13%. De acordo com o sindicato, a proposta apresentada pela Prefeitura prevê aumento de 4,64%, com pagamento somente a partir de janeiro.
Os profissionais também cobram um aumento entre R$ 100 e R$ 150 no Vale Alimentação, pago por meio do Cartão Ypê Social. Outra reivindicação é o pagamento do piso nacional do magistério, que, segundo a categoria, não estaria sendo cumprido integralmente.
Falta de insumos está entre as queixas
Outro ponto levantado pelos profissionais é o congelamento dos enquadramentos funcionais. Segundo a categoria, foi apresentada a proposta de pagamento para cerca de 100 servidores por mês, número considerado insuficiente diante da demanda existente.
A falta de insumos nas unidades escolares também integra a pauta de reivindicações, por dificultar o trabalho dos profissionais.
Prefeitura se manifeta sobre paralisação
A Prefeitura de Petrópolis informou que acompanha a paralisação dos profissionais da Rede Municipal de Educação nesta quinta-feira (10) e afirmou que mantém as negociações com a categoria. Em nota, o governo municipal disse que a mobilização ocorre após um processo de diálogo que resultou em uma proposta de acordo, cuja mudança de posição por parte do sindicato teria surpreendido a administração.
A seguir a nota da prefeitura:
A Prefeitura informa que acompanha a paralisação convocada pelos profissionais da rede municipal de Educação para esta quinta-feira e segue em negociação com a categoria.
A proposta apresentada pelo município foi resultado de um amplo processo de diálogo, com diversas reuniões que resultaram em um acordo aprovado por todos os representantes das categorias de servidores, Sisep (Sindicato dos Servidores Públicos de Petrópolis), Aposentados, Guarda Civil, Fiscais, incluindo o sindicato dos profissionais da Educação. Agora, com tudo já pronto e acordado, o governo municipal não compreende o recuo da categoria neste momento. A mudança de postura surpreende a administração, sobretudo porque o sindicato participou ativamente de toda a construção da proposta e já havia sinalizado adesão aos termos acordados e do projeto de lei que seria enviado à Câmara.
Esse esforço de valorização não é isolado: a Prefeitura já convocou mais de 1.600 novos servidores para a Educação por meio de concurso público e concretizou o aguardado reenquadramento dos secretários escolares — avanços que se somam ao acordo agora contestado pelo sindicato, mesmo diante de um cenário de grave crise financeira herdada pela atual administração. É importante lembrar que os servidores não tiveram reajuste em 2024, mas em 2025, com responsabilidade fiscal, a Prefeitura concedeu 8% de recomposição. Já sobre o Todos Somos Professores, as negociações acontecem de forma paralela, com reuniões frequentes, inclusive uma que estava marcada para esta quinta-feira.
Para mitigar os impactos da paralisação de hoje no cotidiano das famílias, a Secretaria de Educação orientou a rede municipal para garantir o menor prejuízo possível:
• Atendimento nas unidades: as equipes gestoras avaliam o quadro de profissionais presentes para informar à comunidade escolar sobre o funcionamento parcial de turmas ou adequações de turno.
• Reposição de aulas: todo o conteúdo pedagógico e as aulas suspensas serão integralmente repostos, garantindo o cumprimento dos 200 dias letivos.
A Prefeitura orienta os pais e responsáveis a buscarem informações específicas sobre o funcionamento diretamente nas secretarias das unidades escolares de seus filhos.
O município reitera seu respeito à livre manifestação da categoria, mas lamenta o retrocesso em uma etapa que já havia sido superada de forma democrática, mantendo as portas e os canais de diálogo abertos.







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