O candidato do Psol/Rede ao Governo do Rio, William Siri, colocou a reindustrialização do estado entre os eixos de sua proposta econômica. Em sabatina na Rádio Manchete, na manhã desta quinta-feira (10), o economista defendeu a criação de complexos produtivos capazes de reunir grandes empreendimentos, pequenas e médias empresas, universidades, formação profissional e investimentos públicos em infraestrutura.
Como exemplo do modelo que pretende estimular, Siri citou o Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (Cibs), da Fiocruz, em construção em Santa Cruz, na Zona Oeste. Para o candidato, o papel do governo estadual seria aproveitar investimentos desse porte para formar cadeias produtivas no entorno, desenvolver tecnologia e criar empregos de maior qualificação e remuneração.
Fiocruz como âncora industrial
“Qual é o meu papel como governador? Sentar com a Fiocruz e dizer: o que vocês precisam de infraestrutura para viabilizar isso?”, afirmou Siri. Segundo ele, um empreendimento de grande porte poderia funcionar como âncora para “um encadeamento com pequenas e médias empresas” e estimular ciência e tecnologia.
O projeto citado pelo candidato é uma das maiores iniciativas industriais da área de saúde no país. O complexo de Santa Cruz ocupa um terreno de cerca de 580 mil metros quadrados e deverá quadruplicar a capacidade de processamento final de vacinas e biofármacos da Fiocruz. A previsão oficial é de capacidade para produzir 120 milhões de frascos por ano.
Os investimentos anunciados para o Cibs chegam a R$ 6 bilhões, destinados à ampliação da oferta de vacinas e biofármacos. O empreendimento é apresentado pelo governo federal como futuro maior centro de produção de produtos biológicos da América Latina.
Uerj e formação de mão de obra
Siri defende que a política industrial seja acompanhada pela formação de trabalhadores para atender às novas cadeias produtivas. Uma das propostas é ampliar a presença da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) na Zona Oeste, inclusive em Campo Grande, articulando ensino, pesquisa e necessidades das empresas.
“Eu começo a desenvolver tecnologia, ciência. Como? Fazendo campus da Uerj próprios na Zona Oeste, como em Campo Grande, para alimentar ciência, tecnologia e mão de obra qualificada”, afirmou.
A demanda por qualificação é um dos desafios da indústria de saúde. A própria Fiocruz mantém iniciativas destinadas à formação de profissionais para o Complexo Econômico-Industrial da Saúde, aproximando pesquisa e ensino das necessidades tecnológicas e produtivas das empresas.
Infraestrutura para sustentar nova indústria
Na proposta de Siri, a reindustrialização também dependeria de investimentos em logística. Ele citou rodovias para escoamento da produção e a utilização do Porto de Itaguaí como parte da estrutura necessária para conectar os novos polos produtivos aos mercados.
O candidato argumenta que essa política teria impacto para além da economia. “Ao mesmo tempo que eu vou resolver a segurança pública, eu vou dar para a nossa juventude uma perspectiva de futuro, com bons empregos, salários altos e também revolucionar o Estado do Rio de Janeiro a partir da educação”, disse.







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