O clima de insegurança que tomou conta do Rio de Janeiro após a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, na terça-feira (28), fez com que diversas instituições de ensino e empresas alterassem o funcionamento nesta quarta (29). A decisão reflete o temor diante da instabilidade que ainda atinge a cidade, onde o transporte público e a rotina urbana permanecem parcialmente afetados.
Universidades adotam medidas de precaução
Entre as principais universidades do estado, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) optou por suspender todas as atividades acadêmicas e administrativas do turno da manhã. A instituição informou que a medida tem caráter preventivo e visa resguardar alunos, professores e servidores diante da dificuldade de locomoção e do clima de insegurança.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também anunciou a suspensão das aulas e serviços administrativos presenciais, mantendo apenas os considerados essenciais. A direção da UFRJ destacou que a prioridade, neste momento, é a segurança da comunidade universitária, uma vez que muitos estudantes e funcionários dependem de transporte público para chegar aos campi.
Unirio e UFF seguem o mesmo caminho
Na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), as atividades presenciais foram suspensas ao longo de todo o dia. A instituição informou que continuará monitorando a situação e avaliará a retomada gradual das atividades conforme a normalização do cenário na capital.
Em Niterói, a Universidade Federal Fluminense (UFF) também anunciou a suspensão das atividades presenciais nesta quarta-feira. Em comunicado, a reitoria afirmou que o objetivo é evitar deslocamentos desnecessários em um dia marcado por apreensão e dificuldades no transporte intermunicipal.
Aulas remotas na PUC-Rio
A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), localizada na Gávea, decidiu manter o calendário acadêmico, mas transferiu as aulas para o formato remoto. A instituição informou que a mudança foi adotada para garantir a continuidade das atividades pedagógicas sem colocar em risco alunos e professores.
Medidas refletem insegurança e mobilidade reduzida
As decisões tomadas pelas universidades refletem o impacto direto da operação policial mais letal da história do estado, que deixou 64 mortos e desencadeou uma série de retaliações do tráfico em diferentes regiões do Rio. A liberação completa das vias ocorreu durante a madrugada.
Com a mobilidade urbana ainda instável e a sensação de medo presente, as instituições preferiram adotar o princípio da precaução. Empresas privadas e repartições públicas também avaliam ajustes de expediente ou manutenção do home office ao longo do dia.






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