A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) acionou a Justiça na 13ª Vara de Fazenda Pública com um pedido de reintegração de posse do campus do Maracanã, estabelecendo multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. A ação judicial surge após a ocupação do campus por estudantes em julho, que protestavam contra a nova política de bolsas de estudo. A universidade identificou cinco supostos responsáveis pela organização da ocupação, incluindo um servidor público. As informações são do jornalista Ancelmo Gois, do Globo.
A ocupação teve início na reitoria e, com o tempo, se estendeu ao Pavilhão João Lyra Filho, o principal edifício do campus do Maracanã. Como resultado, as aulas foram suspensas.
“Após forçarem e derrubarem as portas, danificando patrimônio público, uma grande parte dos invasores ocupou o local, impedindo o regular funcionamento da Universidade. Todas as entradas do prédio ficaram obstruídas com móveis e objetos e o efetivo de seguranças não foi capaz de reabrir as portas”, diz a ação.
Por causa disso, a universidade alega que há mais de três mil servidores sem trabalhar. Mais de dez mil alunos estariam sem aula.
“Como se pode ver, a Reitoria da Uerj esgotou todos os meios pacíficos para atender as reivindicações e viabilizar a desocupação pacífica e ordeira dos seus prédios”, diz o texto.
“O comando da ocupação, entretanto, permanece irredutível, sendo que sequer é possível atestar que todos os ocupantes são realmente alunos, uma vez que “muitos” deles usam camisas e panos para encobrir o rosto. Alguns, inclusive, estão munidos de “pedaços de pau” e outros objetos, o que impede, nesse momento, apenas o uso da segurança patrimonial contratada pela Uerj”.





